Chove nesta noite incerta.
Fecho os olhos e imagino que estou à tua espera.
Amor, vamos jantar. Vamos passear com a chuva.
Levavas-me para o nosso quarto, aquele lugar tão confortável e encantado. Assim seria uma das nossas noites que não tinham fim.
E agora choro pois não sei o que é a verdade. E confundo-me com o que quero e com o que deveria querer.
O teu sorriso aparece no último beco escuro e eu sigo e quero seguir até ao fim.
Acordamos lado a lado, abraçados e com a certeza de que isto não é um sonho, é o nosso amor tornado realidade.
E mais um vez as lágrimas fazem de conta gotas. Só gostava que não tivessem existido as outras.
Parece que ainda sinto o calor do teu corpo no meu. O cheiro dos nossos lençóis, transbordavam felicidade. E eu só pedia aos céus para que tudo fosse diferente.
E eu faria tudo, lutaria contra tudo... Bastava eu saber que este amor era verdadeiro. Vem-me buscar.
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Vem-me buscar.
sábado, 1 de novembro de 2014
Quero-o de volta.
E as saudades aumentam. Numa confusão imensa.
Inesperada surpresa de força. Guardo-a bem junto a mim, para me dar luz.
E eu alimento esta dor. Este amor sem nexo.
Queria mais uma vez apagar tudo. Queria ser pó sem memória.
Posso parar o tempo? Bloquear esta memória.
Viver num papel. Ser essa folha onde escreves.
E a verdade? E todas as mentiras? Essa ausência corrói o pior de mim.
As trevas alcançam o amor que os dois iluminamos... Não é possível ser diferente. Porque eu te amo. E mesmo que o teu amor por mim seja uma ilusão, eu vou sonhar que ele existe, que é verdade. E gostava de fechar os olhos. Acordar a teu lado. Gostava que isto fosse só um grande pesadelo.
Se podesse voar, ia pela janela. Tu dormirias, mas eu poderia observar até a tua respiração mais ténue...
O teu cheiro encontra-me por vezes, em corredores que não estou à espera. Lembranças que queria reviver.
Mas foi tudo desvalorizado. Foi tudo deitado no lixo, desde o início. Eu só queria saber toda a verdade. Agora que a sei, só quero apagar tudo e afogar as mágoas num grande buraco negro.
Não me esqueço de tudo o que foi feito comigo e mais umas quantas... Apesar de te amar e não te entender, não me posso esquecer de tudo o que sei. De tudo o que me destrói.
Não me posso esquecer que me arrancaste o coração do peito. Quero-o de volta. Não consigo viver assim.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Paraíso dourado
Deixaste-me sozinha, aqui desamparada. E agora? E agora... O que é que eu faço sem ti? Não avisaste, não mostraste nem um sinal. A tua presença voou.
Pergunto-me se alguma vez foste real... Mal de mim que amo uma irrealidade. Não há nada que consiga fazer para mudar. Infelizmente és o único onde há verdadeiro amor.
É doente, demente. Ultrapassa todas as barreiras. E está presente, assusta e derruba as minhas fronteiras.
No outro dia corremos, não foi lado a lado, e eu rezava para que a nossa pele se juntasse de novo. Tive receio do timbre da tua voz a moer-me por dentro.
É um desejo diferente, amargamente é um amor louco que não vai passar até a morte um do outro.
E nestes dias stressados, só penso na nossa cama. Nas nossas noites de inverno, meu coração, és uma ilusão mas eu sonho pelo dia que vou acordar a teu lado e tu me digas "para sempre amor, eu peço perdão".
Mas claro que não bastam sonhos, não bastam palavras, tudo isto são monstros que me abalam... Deixa-me por favor voltar ao tempo em que conversavamos, dormiamos, baloiçavamos.
Para mim foste o primeiro, infelizmente de muitos. Gostava que fosses o último, verdadeiro e a tempo inteiro. Desculpa-me ser tão honesta mas às vezes não aguento esta vontade.
Correm lágrimas ainda de tudo o que aprendemos juntos. E está na minha vida uma estrada cheia de fundos. Não te vou encontrar lá, pois és o meu céu dourado. Fica comigo esta noite. Diz-me que nada está acabado.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Dúvidas
E os nosso olhos se cruzam, como algo proibido.
Nada realmente se resolve quando esperamos o que nunca vem.
Mergulho em pensamentos. Mais uma vez quero escavar um buraco. Estou no escuro. Apesar de este escuro já me ser conhecido, dói como um novo.
Não entendo! Novamente, não entendo.
Perdi-me em ti. Perco-me em mim quando falas.
Só vejo o brilho dos teus olhos, o toque da tua música e o sorriso por detrás do medo.
É meu o medo? Ou é teu?
Será isto real? Há alguma coisa realmente verdadeira? Tudo o que eu achava garantido eu já duvidei... Tal como se viraram certezas as dúvidas também algumas dúvidas viraram surpresas.
Gostava que tudo fosse fácil. Mas se fosse fácil eu não ia gostar.
A minha vida não é minha se não for complexa e cheia de dúvidas.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Quando a chuva chegar.
Gosto de escrever.
A escrita apoia-me os pensamentos. Eu não resisto...
Há coisas que me cegam. Rasgam-me o olhar. Furam, trepam... Há coisas que me gritam. Há coisas que me choram...
Aprendi a não me lamentar. Aliás... Sou feliz! Se é que a felicidade existe. Se ela existir, consigo possuí-la...
Mas se ela me quiser possuir a mim? Eu fujo. Grito.
Não gosto de gritar. Não quero tentar conter felicidade. Só quero ser feliz.
Ter não é ser. E eu não tenho nada e quero ser tudo...
Gosto de nadar. O mar não me prende; Apenas me assalta o pensamento sombrio de medo.
Tenho medo, muito. Mas estou em paz.
Vivo no nada. Não quero nada.
Quando o nada se torna tanta coisa... Daquelas coisas que moem. Daquelas coisas que correm e nos levam. Nos atiram de um poço.
Podíamos todos ser buracos. Abismos infinitos de sensibilidade.
Somos ínfimos seres curiosos. Não há nada que se possa deter quando o nosso mal reside em nós.
Enquanto a vida gira como uma louca fantasia, há quem pare para observar enquanto há também quem apague para não se cansar. E no dia que tudo parar, no dia que a chuva chegar, nesse dia...
Chegará a quem precisa... Chegará a quem não se apercebe do que é possível.
Isto não passam de meras opiniões gastas de raras situações.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Equilíbrio na paz
E de repente eu estava aborrecida.
Mas este aborrecimento aborrecia-me daquilo que dantes me divertia. Estava perdida. Perdi-me num beco sem saída, num caminho sem direcção.
Agora já não me aborreço. Sinto-me em paz.
Não tenho nada a perder, no entanto só tenho ganho amor próprio e paz... Paz de alma.
Sinto-me descontraída. Dores não me abalam. Discussões não me ocupam a cabeça.
Não passa por mim gritar. Não me ocorre levantar a voz a alguém. Não existe ódio. Não existe opressão pessoal.
Acho que sim, é isto! Estou bem comigo própria.
Gosto de mim, assim.
Não aceito nada que me despreze, que me minimize ou que me rebaixe.
Sou completa. Adicionalmente, aceito aquilo que me faz feliz.
És o meu equilíbrio.
sábado, 23 de agosto de 2014
Verdade?
Estou confusa... Vivi uma mentira. E agora?
O que foi verdade? Queria guardá-la como uma feliz memória.
Talvez haja alguma verdade em toda a mentira. Mas para mim só existe uma página em branco.
Desculpa, não entendo. É-me confuso.
Mas estou bem assim. Estou bem comigo.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Se acontecer, acontece. Aconteceu.
E é assim, com um simples toque de sentimento. Agora sinto tudo. Agora sei a diferença...
Consigo ver de olhos fechados. Quero-te comigo.
Numa respiração tudo acontece e o físico desaparece quando fechamos os olhos e só sentimos, amor...
O tempo corre. Nada vai mais rápido que as horas que passam e passam... E nós vamos voando no nosso sentimento, sem medo e sem pressa. Porque tudo acontece quando tem de acontecer:
Foi assim que aconteceu!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Como no início.
Quis forçar o que já estava destinado... Não valia a pena!
Felizmente, assim que abri portas do passado, o meu presente encaixou-se perfeitamente.
Um raio de sol iluminou o meu caminho.
Hoje o meu sorriso fica mais brilhante... Por nós.
Porque gosto daquilo que sou quando estou contigo.
Este bicho cresce a todos os instantes. Algo novo e bonito no qual não quero pensar muito.
Vamos aproveitar para ser felizes. Assim, amor, como no início.
domingo, 17 de agosto de 2014
Corrente feliz
Estou bem comigo própria. Estou confortável com o só do meu silêncio. Sei de mim. Estou livre: sei a verdade de mim...
E agora eu já não me entrego. Não conto histórias de encantar. Isso a mim já não me ilude.
Não vale a pena ir... Eu que queria tanto ficar.
Fiquei assim. Só com os meus pensamentos. Não há nada que derrote isto. E eu gosto. Gosto de mim quando te tenho a ti...
Esta volta milenar ilumina-me. Eu apanho esta onda de calor... Mais uma vez gosto. E quero mais e mais. A minha sede de viver não acaba só com um oceano.
Esta corrente deixa-me extasiada.
sábado, 16 de agosto de 2014
Não há saudade nem tristeza. Ainda bem que acabou.
E hoje foi assim um ponto final.
Na verdade, este já existia mas aqui também nunca houve verdade nenhuma.
Dizias o mesmo às duas... De igual para igual, as mesmas mentiras e as mesmas desculpas.
O pensamento ficou completamente trocado, iludido por um ambiente sujo de miséria.
Não te odeio... Não, a sério, não me incomoda.
Nesta tua memória resiste apenas a pena... Felizmente as confusões que me trocaram as voltas foram também as que me mostraram que o avesso era o lado correcto. Desculpa, realmente quem se fez de parva fui eu, caramba, era tão óbvio que só podia ser mentira...
A mentira para mim ganhou outro valor. É imperdoável...
Mas eu desculpo-te! Dorme descansado amigo... Eu hoje vou dormir muito feliz e em paz.
Finalmente descobri e tive provas que eu sei realmente o que sinto. Não existia paranóia. Existia manipulação, traição...
Covarde... Falavas de barriga cheia, aos molhos que julgavas... Afinal eras tão igual... Não! Pior!
Afinal não foram só duas... Foram três, quatro, cinco... Seis? E as que nunca se soube? Hão de se saber. Mas já não me preocupa.
Não te consigo odiar pois quem é doente sempre o será. Não possuírei sentimento tão feio e forte por alguém que não vale nada.
Espero não ter doenças. Espero esquecer de vez que exististe na minha vida.
Nada da tua boca porca um dia foi verdade.
Queimo agora as memórias. Não sinto saudade nem nostalgia... Não se pode ter saudades do que nunca existiu.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Uma carta para ti.
Esta é a última coisa que te escrevo.
Escorrem rios dos olhares remotos. Destes mesmos olhos que acreditaram, eu sei que também enganaram...
Para ti, sem tabus ou qualquer justificação, descobri tudo, pelos vistos sempre foste uma falsificação.
Espero que as fodas na costa te tenham sabido a mel e que esses banhos na piscina te refresquem o sorriso amarelo.
De mim sei bem que aproveitaste as pausas para dar uns saltinhos. Mas só me pergunto: se era assim porque me querias tanto?
Era mais do mesmo. Mais uma fachada, uma mentira, uma ilusão. Uma garantia.
Quantas foram? Desde quando?
Censuraste-me de barriga cheia. Até deves ter tido menos peso na consciência.
Agora tanto coisa faz sentido. Ignoravas-me porque não se mexe no telemóvel quando se está na cama.
Mas a quem quero eu enganar? A única enganada fui eu que achei que os meus olhos viam o que não existia. O que realmente era eu não queria ver.
Sou infantil, deixei-me levar pela história da princesa. Da-me vontade de rir.
Realmente, antes rir que chorar. Claro que me perdoaste tão facilmente. Fazias pior!
Devia ter entendido que certas brincadeiras a que achavas piada já eram indícios deste destino.
Na verdade, tudo estava tão na minha frente que toda a gente devia saber menos eu.
Elas sabiam de mim, ou enganaste mais umas quantas com a história de amor sofrido?
Se calhar até aproveitaste a história do coitadinho traído para pitares uma ou duas.
Mas bom, não navegando demais...
Mal não te desejo, tal como nunca te desejaria... Pois afirmavas que eu não tinha amor quando na realidade afoguei-me demais neste amor mentido.
A nossa cama nunca foi minha.
Então as voltinhas aos mesmos sítios com pessoas diferentes deviam ser bem divertidas. Assim poupavas mais nas mensagens e não te enganavas na ocasião. Realmente fizeste as coisas muito limpinhas, mas eu tinha razão: estas a confundir-me com alguém.
Claro que todas as tuas amigas se apaixonavam por ti! Andar a comê-las ajuda no processo.
Mas enfim, sem mais demoras. Não me stalkes mais senão é pior. De qualquer maneira, vou viver a minha vida como se nada se tivesse passado.
Muito directamente: apaga o meu número... E não te preocupes porque eu não te vou ligar de certeza e assim ficamos bem.
Agora eu vou-me embora. Com isto fecho aqui a nossa memória. Ela há de desaparecer com o tempo. Nem eu espero outra coisa...
Para ti vai ser de certo muito fácil de dormir. Nunca te faltou companhia.
Já não choro. Agora o meu coração só se desfaz. Dói tanto que seca. Arde no peito aquilo que um dia dava quente conforto. Mas para teu delicioso prazer, fica sabendo que estou feliz.
Para ti,
sem mais nada a dizer-te.
domingo, 10 de agosto de 2014
Correr
Sim ou não? Talvez te diga.
Talvez te faça escrever o contrário.
Fixo? Estás feliz? Ou será apenas uma demonstração de felicidade alheia?
Engano. Enganaste-me. Traiste o que me julgaste.
E agora? Porque teria que saber agora?
Esta viagem foi longe demais.
As nossas memórias são quase remotas e do que ainda roda são curtas partes de felicidade. Não vou fechar os olhos.
Agora eu sei voar. Aprendi sem ti pois para se voar tem de se correr sozinho.
Minha alma está só. Só consigo própria.
Agora sim sei que sou nómada. Não sou de ninguém e ninguém me pertence.
Nada me deixa correntes nestas ondas do mar.
Alcanço um nível que não é real e viajo para a dimensão do meu caminho.
Sigo em frente e, mesmo que olhe atrás, não paro. Porque tenho vontade de correr. Correr para sempre.
segunda-feira, 21 de julho de 2014
Assim.
E agora estou assim.
Estou só, mas tão bem acompanhada que quem me acompanhar terá um elevado desempenho a prestar.
Quem caminhar a meu lado, só o fará se eu assim achar que é melhor do que sozinha.
Estou bem. Não estou sozinha.
segunda-feira, 16 de junho de 2014
Aquele ramo laranja
Ofereceu-me flores.
Foi um despertar daquele amor novo...
Eram laranja, grandes e as mais bonitas que já vi.
Questionava-me o que ia acontecer.
Demos dos melhores passeios... Agora passeamos apenas na minha mente...
Todos os dias sonho que me dás flores. Das mais belas que já vi!
Esta história tão antiga está mais presente na minha memória que o dia de hoje...
quinta-feira, 12 de junho de 2014
Não vai correr bem.
Só quero dizer asneiras.
Tenho raiva, muita raiva.
Estou farta, mesmo farta.
Vão todos à merda...
Quero desaparecer.
sábado, 7 de junho de 2014
Que confusão
Gosto de ti e estou confusa.
Estou confusa e gosto de ti.
Tu gostas de mim? Se gostas deves estar confuso!
Quando se está cofuso não se faz nada...
Mas eu gosto de ti.
Gostas de mim?
És distraído... Mas percebes o que se passa?
Se calhar não sabes, mas eu não vou dizer-te.
A confusão tira-me a coragem...
Pode ser que se gostares de mim a tua confusão seja menor que a minha.
quarta-feira, 4 de junho de 2014
Isto
O que se passa comigo?
Já não venho aqui à imenso tempo, creio que tenho andado distraída, atrapalhada...
O que se passa comigo? Estou completamente fora de mim.
Estou fora de tudo. Fora do Mundo.
O que eu queria construir, o que me fez pecar... Agora nada simplesmente me transmite.
Estou perdida. Mas este perdida é diferente.
O que faço?
És tu? Não. Sou eu...
Desculpa-me, sou eu, mais uma vez. O que se passa comigo?
O que se passou connosco?
Pensava que eramos até ao infinito...
Levaste-me à Lua, mas voltei a terra que nem um cometa...
Apanho agora este sol. Será real? Ilusão?
Esta ilusão pode estragar tudo.
Mais uma vez, eu não vou estragar tudo.
Quero fazer as coisas como devem ser.
O que se passa comigo?
Está tudo a desmoronar e eu estou a perder a paciência para tudo...
O que faço comigo?
O que fazes comigo?
O que fazemos connosco?
Penso demais.
Estou demasiado cansada. Já passou tanto tempo...
O que se passa comigo?
Será o meu coração cansado?
Serei eu a pedir uma vida nova?
O que se passa comigo é que simplesmente sou doente.
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Reencarnação
Tem de existir a reencarnação. Quer dizer, não podemos resumir a nossa vida a estes anos...
Seremos toda a vida uma coisa? A mesma coisa?
Quer dizer... Eu não tenho tempo para fazer tudo da vida!
Queria ser jardineira.
Depois queria ser cantora.
Quis ainda ser hippie.
Um dia vim calhar a teatro.
Gostava de ser actriz.
Bailarina!
Queria aprender a tocar saxofone...
Pouco vou fazer. Talvez não faça nada!
E se eu faço alguma coisa que desgrace a minha vida? Nada serei.
A minha vida amorosa eu já desgracei... Vou para tia!
Mas e nós? Foi só isto? Não acredito que possa...
E os outros? Toda a vida serão toxicodependentes? Sem-abrigo? Incapacitados motores? Esquizofrénicos? Sozinhos? Presos? Pobres? Infelizes?
Há pessoas que desde que nascem que não cheiram a palavra SORTE. Com tanta vida, vai ser só essa que possuirão?
Terá um incapacitado de cadeira de rodas sido uma árvore noutra vida? Terei eu sido uma grande bailarina?
Queria dançar agora. Queria ir para o circo já.
Deixar tudo parece tão fácil quando nada nos puxa para ficar...
Mas desistir? Não sei.
Estou a perder o meu tempo?
Estarei a desperdiçar a única vida que tenho?
Vale a pena estarmos assim separados?
Fomos feitos para sentir?
Eu acho que inventados o sentir pois não tinhamos mais nada para pensar... Felizmente quando se trabalha não se sente aquilo que nos assombra quando chegamos a casa.
Felizmente tenho segundos de alegria...
Infelizmente não estás comigo. Pode ser que um dia sejas o meu único pinguim. Nesta ou noutra vida... O que tem de ser tem muita força.
Por agora, ando aqui, assim. Sem saber bem o que fazer.
Respiro, mexo-me, sou o máximo independente que posso ser.
Posso agradecer por esta vida ser boa nestas condições. Não é perfeita... Mas... Tu sabes!
segunda-feira, 12 de maio de 2014
Sim, é isso
Preciso de concertos de jazz.
Preciso de teatro experimental.
Preciso de circo contemporâneo.
Preciso de me encontrar... Preciso de novas coisas.
Preciso de me realizar, fazer qualquer coisa. Agir.
Quero dançar.
Quero fazer espectáculos de rua.
Quero, preciso e vou.
Gosto de ir.
Não sei a direcção, não sei que apoio terei.
Preciso disto. Preciso de ser realizada.
Quero isto. Quero realizar-me.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
Sentimentos não físicos
As novas tecnologias não são sempre más.
Há sempre um carinho que procuramos nelas quando sentimos aquela solidão.
Saudades. Tenho saudades tuas. Saudades de pouca dura. Saudades de ontem. Saudades de amanhã.
Sinto a tua falta a todo o instante. Quero estar abraçada a ti a vida inteira, sem ter que dizer um "até já".
Existiu realmente um rompimento. Espero que não seja mais do que um "até logo" demorado.
Há coisas que têm um significado diferente quando são feitas realmente com carinho.
A verdade é que sinto tudo ao mínimo toque.
Mágico.
Gosto de todos os miminhos. Mesmo estes que não são fisicos.
segunda-feira, 5 de maio de 2014
Não há dúvida
Hoje quero fazer uma mudança.
Mostrar ao Mundo a nossa vida. Vá lá, amor. É um beco sem saída.
Tu, que sabes o que acontece... Eu não desminto. Sabes que é a verdade, tudo isto que sinto.
Amar contigo é mais fácil. O nosso amor é verdadeiro.
Não te iludas. O vosso é passageiro.
Não há dúvida que o Sol nasce para nós e o Mundo gira para que assim algo se desenvolva. O vento não corre a nosso favor, mas nós fazemos tempestades.
Somos tornados. Tempestades destroem tudo. Nós destruímos tudo o que não nos pertence.
Só pertencemos um ao outro. O excedente mais tarde ou mais cedo voará.
Nestes encontros de amor, só existe eu e tu... Tal como assim sempre será.
domingo, 4 de maio de 2014
Desta vez não me tapam os olhos
Tendo em esconder-me. Tendo em não querer ver aquilo que me esmurra na cara.
De vez em quando uso uma máscara. Aí vejo, esgravato, escavo e vejo mais fundo.
Encontro sempre aquilo que não quero. Vejo mais uma vez a realidade que eu quero que não exista. Mas ela está lá. Mesmo em frente do meu nariz. O pior cego é realmente aquele que não quer ver...
Eu não queria ver. Mas vi. Vi o óbvio. Este óbvio que é ocultado pela mentira em pureza.
Sentes a minha falta? Quero deixar de sentir a tua. Não quero viver mais neste poço de mentira.
Vou deitar todo o amor fora. Serei alguém insensível.
Quem não sente, não mente.
Tu mentes. Eu apanho. Admite numa só vez tudo isto...
Está a tornar-se demasiado doentio. Já não consigo mais dar nem um paço em frente. Chega. Acabou aqui.
Eu vi. Eu vi tudo.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Belo
Hoje sinto-me feliz. Sinto-me tranquila. Por incrível que pareça dou por mim própria a ignorar os meus pensamentos sem me esforçar. Sinto-me bem. Quero estar bem. Gosto deste meu lado livre.
Que linda que é a vida. Vale tanto a pena. Estou tão grata e feliz por ter nascido num sitio onde tenho todas as possibilidades do mundo!
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Natureza precisa-se
Estou com uma grande necessidade de natureza. Preciso de respirar fundo. Preciso de sentir a brisa, o movimento das árvores.
Preciso de ti. O teu conforto avassalador. Como és grande e como amas todos os teus pequenos. Tu valorizas. Não olhas a dedo.
Deixa-me ir viver contigo. Preciso de ti...
Tem sido uma necessidade minha ultimamente. Tenho sentido mais vontade do que antes.
Talvez porque não me sinto em casa. Talvez porque não estou bem aqui... A verdade é que não estou mal. Mas faltas tu.
Faltam as ondas do mar e o pôr do sol. Faltam as flores e a relva tão verde... Faltam as noites de desabafos e as manhãs de amor.
Faltas tu. De tanto faltares tu, falto eu. Faltamos nós. Sem mais demora. Preciso de ti. Viver em ti seria o melhor remédio.
Sinto que estou no mundo errado. Não nasci para viver desta maneira. Penso demais para um mundo tão pequeno e limitado.
Só a natureza me dará aquilo que eu preciso.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Mais uma vez.
A minha bipolaridade voltou a atacar-me. Desta vez através de um motivo alheio à minha cabeça.
Eu não presto. Sou obcecada por algo que tenho medo de possuir.
Não sou realmente alguma coisa. Sou uma massa pesada, andante por ruas vazias.
Não me satisfaço nem a mim mesma. Não arrisco, penso demais! Tenho os sentidos trocados e o errado para mim está quase certo. O errado tornou-se um hábito e agora ao fazer o certo, parece-me errado.
Quero nadar nua. Viver uma vida toda tua...
SINTO-ME MAL DISPOSTA. Acho que vou vomitar. Gostava de vomitar todos os meus sentimentos. Gostava de vomitar todos os demónios.
Quero lutar contra estes demónios. Só os derrotarei acabando comigo própria... Deixem-me sozinha! Eu própria aturarei e derrobarei todos os meus males. São meus e de mais ninguém.
A verdade é que já nem sempre distingo o real... Não sei sinceramente no que hei de confiar. Quero que tudo acabe. Quero tudo resolvido. Quero desaparecer. Quero fugir. Quero ter nada. Quero ser tudo.
Nadar nua é um bom começo... Sou demasiado degradante para nadar acompanhada.
Pelos vistos já nem tu me suportas. Já realmente não suportavas?
Quero voar por aí. Falta-me a coragem. Falta-me sempre alguma coisa. Por norma faltas-me tu, mas desta vez entendi que não podes vir comigo... Desculpa-me este castigo que é amares alguém como eu. Não aguento mais simplesmente esta angústia.
domingo, 20 de abril de 2014
Só eu não chego.
Hoje é dia de morte certa.
Hoje eu não queria acordar e ontem eu só queria dormir.
Desta vez não sonho acordada. Não faço nada.
Esqueço-me de que quando estamos tristes, a vida não pára.
Ela pode girar. Por mim, eu desliguei.
Hoje não penso mais em nada, não quero chegar a conclusão nenhuma.
Quer queira, quer não, com o tempo vamos percebendo o que importa na realidade.
Eu não importo nunca a tempo inteiro. Sou amante de horas vagas e amiga de ocasião.
Hoje estou cansada. Não me digas nada. Não quero desculpas.
Contigo aprendi muita coisa. Aprendi inclusive a ser ignorada.
Não desvalorizo nada, não troco a nossa história e ainda assim gosto de ti... Mas o meu amor não é suficiente.
Se tudo o que tenho para dar não é suficiente então não vale a pena, porque eu sou o que sou e pelos vistos não chego.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Dor de hoje é a mesma que amanhã
Não me venham falar. Não digam nada porque eu hoje não quero ouvir. Não sei nada. Não me perguntem nada. Não me questionem.
Não me enfrentes. Hoje não é um bom dia.
Talvez amanhã possa falar. Talvez amanhã eu lute contigo.
Hoje não. Hoje não contes com nada.
Hoje esquece que eu existo. Esquece tudo o que se passou.
Respira. Pois hoje não é amanhã, mas o amanhã vai ser o hoje um dia.
Um dia destes dias de hoje.
Dias não são dias. Hoje tu não me assustas. Porque hoje eu não existo e quem não existe, não morre. E quando não se morre, não se tem medo.
E só hoje eu não tenho medo. Por norma trago o medo no bolso, mas hoje e só hoje, ficou guardado na gaveta do amanhã.
Hoje eu vou gritar para que te cales. Hoje nada faz mais barulho que eu. Sou perita em barulho silencioso. Hoje vou calar o teu silêncio pois o meu falará mais alto.
Rebola nas tuas urtigas. Esfola-te como se hoje nada doesse. Hoje nada dói porque amanhã tudo cheira a morfina. Talvez hoje possas esmurrar-te quando já não aguentares o silêncio. Atira-te. A dor é psicologia, rainha do drama. Ela hoje não existe. Pois hoje eu não existo e eu sou dor. Dor que não vê, dor que não deixa respirar.
Hoje eu não sufoco nada. Não fales comigo, eu não vou responder.
Vamos esquecer tudo. O tempo é vago, mas não tanto como a minha cabeça. Esqueço tudo.
Amanhã eu talvez queira o mesmo que hoje. Hoje já é amanhã. O amanhã do ontem de hoje... Não consigo falar. Não digam nada.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
E é assim, com magia que tudo acontece. Sei que esta magia traz uma mágoa no bolso, mas vou esconde-la por agora...
Foi à muito, muito tempo, num passado muito mais próximo do que parece. Acontece e acontece.
Ambos queremos e os outros não sabem. Aqueles que olham, fingem não ver, invejam tal amor que desconhecem.
Eu entrego-me, mais do que devia, e tu aceitas tudo.
O sorriso brilha mais que este sol e o nevoeiro desaparece.
Como é bom este novo vento na minha face... Foi um sonho nosso. Aconteceu assim. Parece um sonho dormido, na verdade foi bem acordado que te entregaste a mim.
Desligo-me do Mundo. Desligas-te de quem eu quero que não te interesse e por horas, dormimos acordados no acento quente de amor e desejo.
Quero gritar ao Mundo. Amar escondido é doloroso e eu estou cansada de dar justificações... Não me interpretem mal! É belo o que se faz por amor, mas sempre foi o belo que me matou.
Vejo algo romântico em tudo. Vejo pelos mesmos olhos que tudo negro observam...
Tenho a mente conturbada. Despejo mares de raivas num só segundo... Tu acolhes-me. Seguras-me nesse instante, iludido de que nada aconteceu.
Desculpa amor. Ganho assas cada vez que me atiro do penhasco! O problema é que atirar-me torna-se viciante e quanto mais alto me atiro, mais pequenas parecem as assas que eu crio. Um dia cairei no chão. Espero que nesse dia estejas a amparar-me a queda.
sábado, 12 de abril de 2014
Não sei
Gosto de me cultivar. Cultivo-me com tudo o que é diferente.
Fujo da moda, do habitual que me persegue constantemente.
Será que somos manipulados até ao ponto de nos iludirem que temos realmente o poder de mudar tudo, se quisermos?
Quis durante muito tempo uma coisa que nunca voltou... Quis durante toda a vida uma coisa que infelizmente não fará parte do meu destino.
Conformei-me. Não paro de lutar e iludo-me para ter alguma esperança.
Gosto de dançar. Danço na vida. A única coisa má de viver uma vida dançante é que nem sempre sou eu que controlo o ritmo da minha música.
Isto é idiota. Eu sou idiota. Ao menos parece que ando entretida, não tenho tido tempo nem raciocínio para todos os meus pensamentos.
Escrevo agora porque tenho motivação para o fazer, mas na verdade não estou com inspiração.
Estou cansada, desta vez não é da vida. Tenho só sono.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
X T C
Tomei um comprimido. Não sei porque o fiz... Provavelmente por desespero, ou até mesmo hábito.
Protejo-me de males bem maiores!
Deitei-me. Quero deitar-me assim para sempre.
As minhas olheiras estão maiores, o meu raciocínio é distante. Acho realmente que as pessoas me tomam com um ar vago!
Dói-me a cabeça, deixei de a sentir. Não a sinto tal como não sinto mais nada. As tuas palavras aquecem-me o coração, mas rapidamente esfria.
Gostava de ser diferente. Como sou assim, mordo a boca. Mordo os lábios e os dedos. Mordo os braços e arranco os cabelos.
Tenho pouca coisa. As vezes acho que sou dona de tudo, outras vezes apercebo-me que não tenho direito a nada.
Dói-me a barriga. Juntou-se a fome à vontade de comer. Como-me. Devoro-me a mim própria. Tanto que nem a fome me sacia.
Quero partir tudo. Partir todos os ossos que tenho no corpo, um por um. Podia ser que assim sentisse alguma coisa...
Gosto de abraços. Tocar nas paredes parece-me tão interessante. Ouvir os sons que as cores transmitem. Sentir o frio nos meus olhos.
Na verdade, isto é das melhores e legais. Já me sinto...
domingo, 6 de abril de 2014
Perfeição
Sou um vazio. Sou uma pergunta. Sou um nada. Sou uma interrogação.
Gostava de destruir tudo. A vida devia ser um lego. Pisa-lo ia doer, mas não tanto como dói o arrependimento agora.
Devia dar para montar tudo de novo.
Eu deveria ter a mesma paciência que tinha.
Nem 20 anos tenho e sinto-me como se a minha vida já estivesse feita e marcada. Na realidade não fiz nada.
Preciso de um café. É domingo e estou acompanhada, mais uma vez, deste vazio.
Gosto de nós. Mas gostas mesmo de mim como eu sou ou como eu me moldei para tu gostares de mim?
Eu sou assim, não reages bem. Sou um bicho complicado.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Azul e cinzento
Mar azul, cinzento ou cor-de-rosa. Trazes-me o rio. Todos os dias viajo nele, mas é raro os dias em que te tomo atenção.
A água é depressiva! Faz-nos pensar, hipnotizados pelo seu movimento. Serás tu um sinal do mundo? Não és apenas para beber. És vida! Em ti nascemos, em ti nadamos e agora contigo pensamos...
Gosto de pensar. Ultimamente não tenho feito muito mais que isso.
Quando penso, evoluiu. Quase como se a minha vida daquelas ondas se tratasse.
Tenho saudades do impacto das ondas pelo meu corpo. Sentir o frio por dentro de mim... Gosto do sol a bater-me na face molhada de tanta filosofia.
Hoje aprendi a pensar melhor. Talvez eu medite acordada, olhando o rio cinzento. Haverá alguém que faça aquilo que eu faço? Que perca horas simplesmente a pensar em absolutamente nada? Digam-me por favor. Eu quero saber se isto é de mim. Sou assim, distraída neste mundo que não é o meu.
Vou algum dia parar com tudo isto? Quando estiver feliz deixarei de pensar? Não quero tornar-me uma idiota!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Baleia azul
Voltei a atacar-me a mim mesma.
Voltei a pensar noutras maneiras de acabar com este sentimento.
A minha cabeça voltou a atacar-me.
Isolo-me porque já não consigo sentir. O que sinto é apenas rejeição, exclusão.
Não é directo pois apesar de o sentir, sei que só existe na minha cabeça. Meti-me num beco sem saída. Falo agora de mim, fria, como alguem que já foi quente.
Não guardo mais a esperança para mim, deposito-a nos outros.
Desvalorizo. Tirar o valor ficou-me comum. Mesmo assim, gostava de mudar.
Estou dividida entre a realidade e a ilusão. Preciso de provas concretas. Quero ver com todo o corpo e não ouvir simplesmente com uma parte de mim.
Iludo-me ao acreditar e acredito para não me iludir. Gostava de ser diferente. Gostava de ser melhor. Sou má pessoa. Dividida e interrompida. A minha genuídade esta presa de porta aberta.
Gaiola falsa onde me deposito, ilusão do meu coração. Grito porque já não choro e choro quando já não consigo gritar. Estes gritos, em silêncio, rasgam a minha pele! E eu deixo e ajudo... Tudo me alivia nestas alturas. Qualquer coisa dói menos do que quando sou agredida brutalmente pela minha própria mente.
Internamento. Não quero aguentar mais isto. Gostava de desistir, mas há tanto ainda por sofrer... Confusão! Mais uma crise de identidade. Sonhos repartidos e apagados. Gostava de ser como tu, baleia azul, enorme e majestosa, voas pelos mares como se a ti te pertencessem.
O amor para mim virou mito. Virou história de cinema, daquelas que não consigo mais ver. Para mim o degredo voltou à minha realidade. Voltei à podre vida que tinha antes de tudo isto. Não devia de ter lá saído. O podre contagiou o reino.
Não me interpretes mal! Ainda sinto amor. Mas dói mais que mil facas em fogo. Estou a arder e não tenho para onde mergulhar. O meu rio está seco e ocupado por alguém a quem não lhe pertence.
Em que devo acreditar?
Duas pessoas que se amam, para sempre esquecidas...
É justo ou destino? Valerá a pena? Daqui a uns anos vou conseguir dormir? Quero acordar e sorrir. Sorrir porque sim. Sem razão ou consequência. Ser feliz só porque sim. Viver só porque vale a pena. E tudo vale a pena quando a alma não é pequena. A minha é do tamanho do mundo!
sábado, 29 de março de 2014
Um costume
As coisas são realmente diferentes.
Tanto tempo depois, estou a habituar-me à solidão. Estou conformada. Talvez esteja até realmente desmotivada.
Sinto-me enganada! Não por ti, mas por mim. Por tudo o que achei que ia ter e que na realidade não tive. Por todos os momentos que agora levo solitários.
Pertenço-te, Jah que me encaminhas. Respeito todos os sinais... Será o meu destino ajudar? Marcar a diferença alheia?
Todos nascemos com uma causa! Quero realizar a minha.
Sinto-me filosoficamente cheia. Alguém mais sóbria e calma, às vezes. Ainda existem realmente dias tristes. Depois destes, existem os mais animados. Partilhados.
Gosto realmente de um café a dois e um sorriso depois. Gosto de acordar em conchinha e passar o dia na caminha.
Agora faço-o sozinha. Sonho acompanhada. Um sonho que já não é o meu.
Fomos trocados. O que aconteceu? Tinha tanta certeza que estava destinado. Fiquei aqui, parada no tempo. Acostumei-me.
sexta-feira, 28 de março de 2014
Imaginação
A imaginação prega-nos partidas!
Sabemos realmente distinguir o real? Quero tomar como realidade aquilo que tenho em mente.
Gosto de imaginar. Corto dores, reparto tristezas. Não se iludam pois nem sempre a imaginação é alegria.
Como todas as drogas, tem as suas ressacas.
A verdade magoa. Na realidade não magoa mais que a imaginação onde vivo. Sei que a imagino. Sei que não é real... Ou não seria real, se eu não quisesse.
Está na minha cabeça, logo é uma realidade. Mesmo que paralela. Vivo nela. Sonho nela. Respiro por ela.
Ela existe o nós, a paz e as brincadeiras.
Passeios de bicicleta ao vento, banhos no mar azul. Romântico é mais que um abuzo, verdadeiro.
Verdade é relativa! A minha verdade é dividida pelo real e pela minha cabeça. Escolho o meu mundo!
Estou cansada de viver no vosso, não quero mais parâmetros de sociedade. Sou livre, o meu corpo é livre e não tenho nem vou ser como tu.
Quero ser artista, correr nua pela rua. Cantar e gritar e sufocar aquilo que não me interessa. Amor, nada é como dantes, vamos dançar.
Gosto de dançar. Sou bailarina de floresta, cantora que não presta.
O meu corpo está no prazo de ser reciclado mas a minha mente já foi fora à muito tempo.
Pormenores? Para que vos quero. Só eu os vejo. Maquilhagem, um kilo a mais ou um kilo a menos. Meio ou maior sorriso.
Gosto de sonhar acordada. Formar histórias que me interessam. Só eu mando! Eu governo aquilo que não pode ser governado, controlo o mais selvagem incontrolado.
O meu corpo, tomo eu posse sempre, algo que foi censurado por terceiros já não é mais controlado.
Sou só eu e os meus devaneios!
sábado, 22 de março de 2014
Jogo
É como um jogo.
Estou a sentir-me bem e tenho medo. Gostava que algumas coisas fossem diferentes. Ou é ou não é! Neste momento está tudo intermédio, tudo bloqueado.
Não sei o que fazer. Estou a viver e a gostar! É confuso. Tanta incerteza por tal coisa que é tão certa.
É tudo tão claro, tu não vês? Por favor, compreende e decide.
Este jogo dá cabo de mim. Sei que não é brincadeira. Sei que não é a fingir. Mas é uma ilusão. Tu sabes disso.
Espero. Compreendo.
Espero que compreendas também.
terça-feira, 18 de março de 2014
Existem dois grupos: os bonitos e os feios.
Sigo esta realidade, mas na verdade, todos sofremos. Uns são sofridos enquanto outros fazem sofrer. Isto não tem necessariamente uma ordem cronológica. Seguindo por este método, todos sofremos. Sofremos porque procuramos aquilo que não existe senão no pensamento: felicidade.
"Façam o favor de ser felizes". Não procurem mais. A felicidade nasce lado a lado connosco e morremos de mãos dadas.
Os bonitos sofrem pelo estatuto social que adquirem e os feios sofrem pela rejeição.
O que acontece quando alguém bonito se junta com alguém feio?
Há música na rua. Será um músico mais livre que um médico? Não temos todos que ser doutores professores!
Toda a vida vou carregar nas costas a busca da liberdade. De uma maneira ou outra estou acondicionada. Já me cansei.
Estou cansada de conselhos e palmadinhas nas costas. Deixem-me sozinha nos meus devaneios.
As pessoas passam. Olham-me e eu questiono se elas lêem aquilo que eu penso, pelo brilho dos meus olhos. Pensam como eu? Mundos isolados? Olham cada pessoa como uma massa individual?
O ser humano é cheio de manhas... Quando olhamos para alguém todo o seu disfarce primário revela apenas aquilo que nós deixamos!
Gostava de ler mentes. Ou ter simplesmente coragem para perguntar. Coragem de ouvir um não. Tenho problemas com a rejeição.
Sou insegura, incerta. Falsidade não é comigo. As vezes gosto de estar sozinha. Estes pensamentos fazem-me descansar a cabeça...
Tento libertar-me dos amigos do armário que usam e abusam de mim. Escondidos, fazem aquilo que querem, quando querem e eu não consigo fazer nada.
Já tentei calar-me. Cheguei à conclusão que só me calo quando escrevo, pois quando escrevo só penso no que escrevo. Descanso pois finalmente só penso numa coisa de cada vez.
Gosto de ordem. Não controlo nem a própria vida, mas quero sempre entender tudo.
Só vejo cabeças. Cada uma é uma vida, uma história perdida que mais ninguém sabe.
O que acontece quando chegam a casa? Estão felizes, ou demasiado cansados? Alguém que vos espere? Ou só resta a solidão...
A imensidão do rio assusta-me. Desconhecido. Tenho medo do desconhecido. Ultimamente desconheço tudo e todos.
Sinto-me mais perdida e confusa do que nunca.
Afinal o que é que eu quero? O que é que me faz feliz? O que é que eu mereço? O que é que me faz bem?
Preciso de mudanças. Preciso de me afastar, pensar! Preciso de carinho.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Uma casa para destruir
Quero ir para casa.
Estou na minha cama, mas na verdade não me sinto... Enfim.
Quero viver em Lisboa! Solidão, meu coração, já devias estar habituado. Vivi mais anos só do que acompanhada.
Sinto-me perdida. Escavo um buraco bem fundo, ou é ele que me escava a mim? Pressinto, mas não insisto.
Gostava de mudar tudo, mas não tenho possibilidade de mudar nada.
É tão complicado assim? Estou cansada.
Quero partir as paredes. Arrancar o chão e rasgar as almofadas.
Escondo-me por detrás deste sorriso simpático, ou talvez não tão simpático.
Dói-me a cabeça. Estou saturada, realmente cansada. Tenho pressa, não posso esperar! Quero saber, por favor, alguém me diga o que é que isto vai dar.
Já pensei acabar com tudo isto. Nada me faz sentido... O sofrimento é tanto e tudo acaba assim.
Os anos correm rápido, as pessoas chegam e partem, nós mudamos!
Eu estou diferente. Felizmente, não queria estar igual.
Estou cansada de escrever. Quero partir tudo.
Queimar este sofrimento não seria mau pensado.
Consumida, iludida mais uma vez com toda esta merda de vida.
Não venho com frases feitas, sou uma verdadeira romântica dramática que vai morrer de amor.
No fundo, sempre achei que ficaria sozinha. Na verdade, cada vez me dá mais vontade de explodir com tudo. Abaixo as mariquices.
Estou sozinha, e depois? Fico assim frustrada porque vocês, os comerciais, me ensinaram que devia partilhar a minha vida com alguém. Óptimo trabalho! Aplaudo a todos vocês pelo bom plano de vida que ilude toda a gente.
Bem vindo ao Mundo das traições e alucinações! Bem vindo ao mundo das noitadas à espera de uma mensagem e das manhãs a discutir.
Nas verdade o amor é lindo! Vale realmente destruir tudo por amor. Vale tudo pela merda do amor que toda a gente quer e pensa que tem.
Foda-se esse perfeito amor que não existe. Esqueçam, vocês meus queridos iludidos, só quero a vossa felicidade. Concentrem-se que tudo tem um fim, nem que seja a morte...
Gostava de ter o amor da minha vida comigo.
Gostava de não sentir nada.
Gostava de andar atrás no tempo.
Goatava que a minha alma ficasse seca.
Gostava que a minha vontade morresse.
Gostava de poder ter razão.
Gostava de parar de pensar.
Gostava que tudo fosse como eu queria, porque se tudo fosse como eu queria, todos eramos felizes.
Tu, eu e os outros. Que se lixem os outros. Não são felizes? Parem de me perguntar se estou bem. Parem de se preocupar comigo.
Desculpem, eu preocupo-me com vocês mesmo quando não pergunto. Na verdade espero que saibam que estou sempre presente para vos ouvir.
Na verdade a minha alma é fria para mim. Para vocês há esperança. Tanto amor lá fora.
Tanta felicidade à espera.
Gostava de ser assim, feliz o tempo todo.
Já fui feliz o tempo todo. Já tive tudo.
Agora não tenho nada.
Só quero ir para casa...
sábado, 15 de março de 2014
Metade da laranja
Estou desiludida. Gostava que as coisas funcionassem como eu queria! Mas desde pequena que nem as brincadeiras seguiam os planos que fazia nos meus longos pensamentos pela noite fora...
Mas afinal qual é o suposto? Afinal é suposto? Temos mesmo que encontrar a nossa metade da laranja?
Acredito que cada ser tem o seu complemento... Mas e o meu? Foi roubado ou trocado? Foi ilusão? Desilusão! Não tu, mas eu... Eu não entendi. Estranho era se tivesse feito tudo correcto.
Desculpa, gostava que as coisas funcionassem como eu queria. Como tu querias, certo?
Mas correu mal. Nem tudo. Correu bem o suficiente para haver vontade de mais. Mas e a coragem? Morre-se de medo. Mas esse medo é iludido pelo prazer em alturas espontâneas.
Ilusão, meu coração, tu que foste roubado por outra que te ama. Engana...
É então tudo diferente desde aí. Não há planos, romances ou sonhos a dois. Há copos de vinho, discussões e canhões.
Para mim, tanta coisa ficou por sonhar... Mas o sonho ficou-me a meio. Não tive força de o sonhar até ao fim. De tanto medo de correr mal, fui eu afinal que não fez o bem.
Desisti de pensar nisto. Vejo-me solitária.
Ou era ou não era. Não foi! Fiquei parada no tempo. Não imagino mais nada a não ser um passado diferente, aquele que me daria o futuro sonhado.
Nasci com uma metade de laranja. Fui completa durante um ano e quatro meses, mas realmente acho que mais uma vez a vida me deu o melhor presente e mais uma vez eu nao soube aproveitar.
Existem realmente custos para quem não acredita em si próprio. Por não gostar de mim, não te deixei gostares de mim. Por não gostar de mim, achei que tu não ias gostar de mim.
Descobri que gosto de mim. Descobri que gostas de mim. Descobri tarde demais. Gostar de mim realmente não é o suficiente.
Só eu não chego. Não sou o necessário.
Não me roubaram, realmente. Só se rouba quem se deixa roubar.
De erros meus, fizeste opções tuas. Escrevo sem julgar, na verdade até me ensinaste a amar. Ensinaste tão bem, que só se ama uma vez.
A minha vez já passou, és tu e correu mal, desculpa.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Brilho
É como um sonho. Não dá para compreender. Um refúgio, és o meu abrigo. Não sei realmente como pode ser possível.
Gostava que fosse sempre assim. Acreditaria nisto. Gosto de acreditar nisto. Sei que é bem mais complicado, este nosso passeio pelo rio. Gosto de gostar de ti. Quero-nos infinitamente.
Que lindo que é o pôr-do-sol, que lindas são as luzes da noite.
Nada tão lindo como o brilho dos teus olhos. Três cores combinadas, maravilhas fascinadas.
Gosto de nós. Gosto de viagens à lua. Aquela viagem só minha e tua.
terça-feira, 11 de março de 2014
A minha mãe
Quando eu era pequena, tomava como jóias as unhas da minha mãe. Eram grandes e rijas, sempre bem pintadas nas suas mãos de fada.
Quando eu era pequena, tomava como único o gesto gentil quando a minha mãe corria o risco de estragar as unhas só para eu desfazer a vontade que tinha de as roer.
Quando eu era pequena, não sabia realmente a medida de certas coisas. A minha irmã nasceu e a minha mãe as suas belas unhas tinha. Pouco duraram pois foi o meu espanto quando num simples acto as cortou dizendo-me apenas que era para não magoar a bebé...
Quando eu era pequena, não entendia como podia ela abdicar de ânimo leve de algo que eu achava tão belo. Algo que ela perdia tanto tempo com...
Quando eu deixei de ser pequena, essa memória não se foi. Verdade seja dita "quando fores grande vais entender". Assim o foi.
Quando eu deixei de ser pequena, o valor que eu dava às unhas da minha mãe foi desvalorizado. Não por gostar menos, mas por entender que realmente eram só unhas.
Quando eu deixei de ser pequena muitas coisa perderam o valor. Mas foram as coisas que perderam valor ou fui eu que o perdi?
Na verdade acho que ganhei valores perdendo o valor do que eram as unhas da minha mãe.
Lembro-me disto como se fosse ontem. Uma grande tragédia. Para mim, foi uma das maiores provadas de amor. Daquelas que só as mães podem dar...
segunda-feira, 10 de março de 2014
Paredes brancas
Confusa. Estou confusa... Arrumei a minha estante. Agora posso ter os meus livros no sítio! Sinto-me bem a olhar para ela...
Quero as minhas paredes brancas. Pintadas de emoções, conclusões e imaginações.
Preciso de pensar. Preciso de espaço na minha cabeça. Já não sei o que quero... Mais uma vez, já não sei o que faço!
Olha, gostava de voltar atrás, mas não posso... Não posso e isto dói! Magoa toda a mudança... Não era isto que eu queria... Não era isto que eu imaginava!
Só queria as minhas paredes brancas. Só queria tu e eu nas nossas paredes brancas.
domingo, 9 de março de 2014
Gesto
Um gesto. Dois beijos, naquela árvore... Foi tudo uma brincadeira, tão natural e habitual.
Quero-te. Mas faz-me mal ter-te, compreendes? Preciso de ti.
Sinto-me mais do que perdida...
Quero voltar àquela floresta que é a nossa aventura, a nossa história.
Preenches-me, completas-me. Desejo-te.
Desculpa. Podem passar anos mas estarei aqui. E tu estarás aqui, nem que seja em pensamento!
sábado, 8 de março de 2014
Desfragmento
Estou confusa... Sei de mim, gosto de mim!
Eu gostava de ti, mas tu não me queres mais... As pessoas que eramos, felizes, já não existem!
Eu estou assim. E tu? Seguiste a tua vida...
Tentei fazer-me difícil... Tentei que viesses falar comigo e que te esforçasses tal como eu sempre fiz...
Nunca mais me disseste nada! As tuas mentiras ficaram provadas. Fico assim, com elas.
Estou bem, mas não estou maravilhosa...
domingo, 2 de março de 2014
Espontaneidade
sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014
Equilíbrio
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quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014
Quero-te, desculpa.
Cuido-te! Queres cuidar-me? Desculpa, mais uma vez. Este fardo que é o meu pensamento, não é fácil, mas quero-te... Sei que quero. Todo o meu corpo e alma te quer. Será isto muito mau? Devia eu dizer estas coisas?
Já não sei o que é certo ou errado. Mas sei, caramba, que te desejo. Nem sei de que modo te desejo... Talvez desejo ver-te, tocar-te, amar-te... Amor? Não lhe chamaria algo assim. Talvez encorajo-me a dizer que te quero.
Há coisas que não estão correctas, mas sinceramente com o tempo e experiência, aprendi que o correcto não é aquilo que é escrito, feito ou falado... É aquilo que é sentido, e eu sinto que te quero! Estou a repetir-me? Faço demasiadas perguntas. Pela terceira vez, desculpa-me mas se te falo assim, é porque te quero.
Sou possessiva, até em palavras. Sou compulsiva em todos os meus actos, espontâneos. Não prometes que não te vás, mas prometes que enquanto estiveres, serás meu e posso querer-te?
Estou feliz quando te quero. Quero-te a todo o instante, sou egoísta. Queres-me?
Lei da vida
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014
Agir ou esperar?
terça-feira, 25 de fevereiro de 2014
Acho, sinto... Tenho!
Tenho pensado todos os dias na minha carta astral, mas todos os dias penso cada vez menos. Desvalorizo! Não sei até que ponto é que afinal tudo pode mudar ou simplesmente sou eu a iludir-me e inocentemente estou a deixar que tudo bata certo no que disse... Tenho 19 anos, mas na realidade não sinto o meu espirito como tal... Sinto-me amadurecida, sinto-me uma matura criança! Não sou adulta, ainda me falta para isso, mas sinto-me mais do que deveria ser...
O que se passa? Porque é que aquilo que eu tomava como certo muda quase da noite para o dia? Isso assusta-me. Tenho medo de estar constantemente a viver ilusão atras de ilusão...
Tenho pensado ainda mais na comunidade. Queria ir. Sei que seria feliz. Mas há tanta coisa a pensar...



