E de repente eu estava aborrecida.
Mas este aborrecimento aborrecia-me daquilo que dantes me divertia. Estava perdida. Perdi-me num beco sem saída, num caminho sem direcção.
Agora já não me aborreço. Sinto-me em paz.
Não tenho nada a perder, no entanto só tenho ganho amor próprio e paz... Paz de alma.
Sinto-me descontraída. Dores não me abalam. Discussões não me ocupam a cabeça.
Não passa por mim gritar. Não me ocorre levantar a voz a alguém. Não existe ódio. Não existe opressão pessoal.
Acho que sim, é isto! Estou bem comigo própria.
Gosto de mim, assim.
Não aceito nada que me despreze, que me minimize ou que me rebaixe.
Sou completa. Adicionalmente, aceito aquilo que me faz feliz.
És o meu equilíbrio.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Equilíbrio na paz
sábado, 23 de agosto de 2014
Verdade?
Estou confusa... Vivi uma mentira. E agora?
O que foi verdade? Queria guardá-la como uma feliz memória.
Talvez haja alguma verdade em toda a mentira. Mas para mim só existe uma página em branco.
Desculpa, não entendo. É-me confuso.
Mas estou bem assim. Estou bem comigo.
quinta-feira, 21 de agosto de 2014
Se acontecer, acontece. Aconteceu.
E é assim, com um simples toque de sentimento. Agora sinto tudo. Agora sei a diferença...
Consigo ver de olhos fechados. Quero-te comigo.
Numa respiração tudo acontece e o físico desaparece quando fechamos os olhos e só sentimos, amor...
O tempo corre. Nada vai mais rápido que as horas que passam e passam... E nós vamos voando no nosso sentimento, sem medo e sem pressa. Porque tudo acontece quando tem de acontecer:
Foi assim que aconteceu!
terça-feira, 19 de agosto de 2014
Como no início.
Quis forçar o que já estava destinado... Não valia a pena!
Felizmente, assim que abri portas do passado, o meu presente encaixou-se perfeitamente.
Um raio de sol iluminou o meu caminho.
Hoje o meu sorriso fica mais brilhante... Por nós.
Porque gosto daquilo que sou quando estou contigo.
Este bicho cresce a todos os instantes. Algo novo e bonito no qual não quero pensar muito.
Vamos aproveitar para ser felizes. Assim, amor, como no início.
domingo, 17 de agosto de 2014
Corrente feliz
Estou bem comigo própria. Estou confortável com o só do meu silêncio. Sei de mim. Estou livre: sei a verdade de mim...
E agora eu já não me entrego. Não conto histórias de encantar. Isso a mim já não me ilude.
Não vale a pena ir... Eu que queria tanto ficar.
Fiquei assim. Só com os meus pensamentos. Não há nada que derrote isto. E eu gosto. Gosto de mim quando te tenho a ti...
Esta volta milenar ilumina-me. Eu apanho esta onda de calor... Mais uma vez gosto. E quero mais e mais. A minha sede de viver não acaba só com um oceano.
Esta corrente deixa-me extasiada.
sábado, 16 de agosto de 2014
Não há saudade nem tristeza. Ainda bem que acabou.
E hoje foi assim um ponto final.
Na verdade, este já existia mas aqui também nunca houve verdade nenhuma.
Dizias o mesmo às duas... De igual para igual, as mesmas mentiras e as mesmas desculpas.
O pensamento ficou completamente trocado, iludido por um ambiente sujo de miséria.
Não te odeio... Não, a sério, não me incomoda.
Nesta tua memória resiste apenas a pena... Felizmente as confusões que me trocaram as voltas foram também as que me mostraram que o avesso era o lado correcto. Desculpa, realmente quem se fez de parva fui eu, caramba, era tão óbvio que só podia ser mentira...
A mentira para mim ganhou outro valor. É imperdoável...
Mas eu desculpo-te! Dorme descansado amigo... Eu hoje vou dormir muito feliz e em paz.
Finalmente descobri e tive provas que eu sei realmente o que sinto. Não existia paranóia. Existia manipulação, traição...
Covarde... Falavas de barriga cheia, aos molhos que julgavas... Afinal eras tão igual... Não! Pior!
Afinal não foram só duas... Foram três, quatro, cinco... Seis? E as que nunca se soube? Hão de se saber. Mas já não me preocupa.
Não te consigo odiar pois quem é doente sempre o será. Não possuírei sentimento tão feio e forte por alguém que não vale nada.
Espero não ter doenças. Espero esquecer de vez que exististe na minha vida.
Nada da tua boca porca um dia foi verdade.
Queimo agora as memórias. Não sinto saudade nem nostalgia... Não se pode ter saudades do que nunca existiu.
segunda-feira, 11 de agosto de 2014
Uma carta para ti.
Esta é a última coisa que te escrevo.
Escorrem rios dos olhares remotos. Destes mesmos olhos que acreditaram, eu sei que também enganaram...
Para ti, sem tabus ou qualquer justificação, descobri tudo, pelos vistos sempre foste uma falsificação.
Espero que as fodas na costa te tenham sabido a mel e que esses banhos na piscina te refresquem o sorriso amarelo.
De mim sei bem que aproveitaste as pausas para dar uns saltinhos. Mas só me pergunto: se era assim porque me querias tanto?
Era mais do mesmo. Mais uma fachada, uma mentira, uma ilusão. Uma garantia.
Quantas foram? Desde quando?
Censuraste-me de barriga cheia. Até deves ter tido menos peso na consciência.
Agora tanto coisa faz sentido. Ignoravas-me porque não se mexe no telemóvel quando se está na cama.
Mas a quem quero eu enganar? A única enganada fui eu que achei que os meus olhos viam o que não existia. O que realmente era eu não queria ver.
Sou infantil, deixei-me levar pela história da princesa. Da-me vontade de rir.
Realmente, antes rir que chorar. Claro que me perdoaste tão facilmente. Fazias pior!
Devia ter entendido que certas brincadeiras a que achavas piada já eram indícios deste destino.
Na verdade, tudo estava tão na minha frente que toda a gente devia saber menos eu.
Elas sabiam de mim, ou enganaste mais umas quantas com a história de amor sofrido?
Se calhar até aproveitaste a história do coitadinho traído para pitares uma ou duas.
Mas bom, não navegando demais...
Mal não te desejo, tal como nunca te desejaria... Pois afirmavas que eu não tinha amor quando na realidade afoguei-me demais neste amor mentido.
A nossa cama nunca foi minha.
Então as voltinhas aos mesmos sítios com pessoas diferentes deviam ser bem divertidas. Assim poupavas mais nas mensagens e não te enganavas na ocasião. Realmente fizeste as coisas muito limpinhas, mas eu tinha razão: estas a confundir-me com alguém.
Claro que todas as tuas amigas se apaixonavam por ti! Andar a comê-las ajuda no processo.
Mas enfim, sem mais demoras. Não me stalkes mais senão é pior. De qualquer maneira, vou viver a minha vida como se nada se tivesse passado.
Muito directamente: apaga o meu número... E não te preocupes porque eu não te vou ligar de certeza e assim ficamos bem.
Agora eu vou-me embora. Com isto fecho aqui a nossa memória. Ela há de desaparecer com o tempo. Nem eu espero outra coisa...
Para ti vai ser de certo muito fácil de dormir. Nunca te faltou companhia.
Já não choro. Agora o meu coração só se desfaz. Dói tanto que seca. Arde no peito aquilo que um dia dava quente conforto. Mas para teu delicioso prazer, fica sabendo que estou feliz.
Para ti,
sem mais nada a dizer-te.
domingo, 10 de agosto de 2014
Correr
Sim ou não? Talvez te diga.
Talvez te faça escrever o contrário.
Fixo? Estás feliz? Ou será apenas uma demonstração de felicidade alheia?
Engano. Enganaste-me. Traiste o que me julgaste.
E agora? Porque teria que saber agora?
Esta viagem foi longe demais.
As nossas memórias são quase remotas e do que ainda roda são curtas partes de felicidade. Não vou fechar os olhos.
Agora eu sei voar. Aprendi sem ti pois para se voar tem de se correr sozinho.
Minha alma está só. Só consigo própria.
Agora sim sei que sou nómada. Não sou de ninguém e ninguém me pertence.
Nada me deixa correntes nestas ondas do mar.
Alcanço um nível que não é real e viajo para a dimensão do meu caminho.
Sigo em frente e, mesmo que olhe atrás, não paro. Porque tenho vontade de correr. Correr para sempre.