Chove nesta noite incerta.
Fecho os olhos e imagino que estou à tua espera.
Amor, vamos jantar. Vamos passear com a chuva.
Levavas-me para o nosso quarto, aquele lugar tão confortável e encantado. Assim seria uma das nossas noites que não tinham fim.
E agora choro pois não sei o que é a verdade. E confundo-me com o que quero e com o que deveria querer.
O teu sorriso aparece no último beco escuro e eu sigo e quero seguir até ao fim.
Acordamos lado a lado, abraçados e com a certeza de que isto não é um sonho, é o nosso amor tornado realidade.
E mais um vez as lágrimas fazem de conta gotas. Só gostava que não tivessem existido as outras.
Parece que ainda sinto o calor do teu corpo no meu. O cheiro dos nossos lençóis, transbordavam felicidade. E eu só pedia aos céus para que tudo fosse diferente.
E eu faria tudo, lutaria contra tudo... Bastava eu saber que este amor era verdadeiro. Vem-me buscar.
Desabafos Lunáticos
segunda-feira, 3 de novembro de 2014
Vem-me buscar.
sábado, 1 de novembro de 2014
Quero-o de volta.
E as saudades aumentam. Numa confusão imensa.
Inesperada surpresa de força. Guardo-a bem junto a mim, para me dar luz.
E eu alimento esta dor. Este amor sem nexo.
Queria mais uma vez apagar tudo. Queria ser pó sem memória.
Posso parar o tempo? Bloquear esta memória.
Viver num papel. Ser essa folha onde escreves.
E a verdade? E todas as mentiras? Essa ausência corrói o pior de mim.
As trevas alcançam o amor que os dois iluminamos... Não é possível ser diferente. Porque eu te amo. E mesmo que o teu amor por mim seja uma ilusão, eu vou sonhar que ele existe, que é verdade. E gostava de fechar os olhos. Acordar a teu lado. Gostava que isto fosse só um grande pesadelo.
Se podesse voar, ia pela janela. Tu dormirias, mas eu poderia observar até a tua respiração mais ténue...
O teu cheiro encontra-me por vezes, em corredores que não estou à espera. Lembranças que queria reviver.
Mas foi tudo desvalorizado. Foi tudo deitado no lixo, desde o início. Eu só queria saber toda a verdade. Agora que a sei, só quero apagar tudo e afogar as mágoas num grande buraco negro.
Não me esqueço de tudo o que foi feito comigo e mais umas quantas... Apesar de te amar e não te entender, não me posso esquecer de tudo o que sei. De tudo o que me destrói.
Não me posso esquecer que me arrancaste o coração do peito. Quero-o de volta. Não consigo viver assim.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Paraíso dourado
Deixaste-me sozinha, aqui desamparada. E agora? E agora... O que é que eu faço sem ti? Não avisaste, não mostraste nem um sinal. A tua presença voou.
Pergunto-me se alguma vez foste real... Mal de mim que amo uma irrealidade. Não há nada que consiga fazer para mudar. Infelizmente és o único onde há verdadeiro amor.
É doente, demente. Ultrapassa todas as barreiras. E está presente, assusta e derruba as minhas fronteiras.
No outro dia corremos, não foi lado a lado, e eu rezava para que a nossa pele se juntasse de novo. Tive receio do timbre da tua voz a moer-me por dentro.
É um desejo diferente, amargamente é um amor louco que não vai passar até a morte um do outro.
E nestes dias stressados, só penso na nossa cama. Nas nossas noites de inverno, meu coração, és uma ilusão mas eu sonho pelo dia que vou acordar a teu lado e tu me digas "para sempre amor, eu peço perdão".
Mas claro que não bastam sonhos, não bastam palavras, tudo isto são monstros que me abalam... Deixa-me por favor voltar ao tempo em que conversavamos, dormiamos, baloiçavamos.
Para mim foste o primeiro, infelizmente de muitos. Gostava que fosses o último, verdadeiro e a tempo inteiro. Desculpa-me ser tão honesta mas às vezes não aguento esta vontade.
Correm lágrimas ainda de tudo o que aprendemos juntos. E está na minha vida uma estrada cheia de fundos. Não te vou encontrar lá, pois és o meu céu dourado. Fica comigo esta noite. Diz-me que nada está acabado.
segunda-feira, 6 de outubro de 2014
Dúvidas
E os nosso olhos se cruzam, como algo proibido.
Nada realmente se resolve quando esperamos o que nunca vem.
Mergulho em pensamentos. Mais uma vez quero escavar um buraco. Estou no escuro. Apesar de este escuro já me ser conhecido, dói como um novo.
Não entendo! Novamente, não entendo.
Perdi-me em ti. Perco-me em mim quando falas.
Só vejo o brilho dos teus olhos, o toque da tua música e o sorriso por detrás do medo.
É meu o medo? Ou é teu?
Será isto real? Há alguma coisa realmente verdadeira? Tudo o que eu achava garantido eu já duvidei... Tal como se viraram certezas as dúvidas também algumas dúvidas viraram surpresas.
Gostava que tudo fosse fácil. Mas se fosse fácil eu não ia gostar.
A minha vida não é minha se não for complexa e cheia de dúvidas.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Quando a chuva chegar.
Gosto de escrever.
A escrita apoia-me os pensamentos. Eu não resisto...
Há coisas que me cegam. Rasgam-me o olhar. Furam, trepam... Há coisas que me gritam. Há coisas que me choram...
Aprendi a não me lamentar. Aliás... Sou feliz! Se é que a felicidade existe. Se ela existir, consigo possuí-la...
Mas se ela me quiser possuir a mim? Eu fujo. Grito.
Não gosto de gritar. Não quero tentar conter felicidade. Só quero ser feliz.
Ter não é ser. E eu não tenho nada e quero ser tudo...
Gosto de nadar. O mar não me prende; Apenas me assalta o pensamento sombrio de medo.
Tenho medo, muito. Mas estou em paz.
Vivo no nada. Não quero nada.
Quando o nada se torna tanta coisa... Daquelas coisas que moem. Daquelas coisas que correm e nos levam. Nos atiram de um poço.
Podíamos todos ser buracos. Abismos infinitos de sensibilidade.
Somos ínfimos seres curiosos. Não há nada que se possa deter quando o nosso mal reside em nós.
Enquanto a vida gira como uma louca fantasia, há quem pare para observar enquanto há também quem apague para não se cansar. E no dia que tudo parar, no dia que a chuva chegar, nesse dia...
Chegará a quem precisa... Chegará a quem não se apercebe do que é possível.
Isto não passam de meras opiniões gastas de raras situações.
terça-feira, 26 de agosto de 2014
Equilíbrio na paz
E de repente eu estava aborrecida.
Mas este aborrecimento aborrecia-me daquilo que dantes me divertia. Estava perdida. Perdi-me num beco sem saída, num caminho sem direcção.
Agora já não me aborreço. Sinto-me em paz.
Não tenho nada a perder, no entanto só tenho ganho amor próprio e paz... Paz de alma.
Sinto-me descontraída. Dores não me abalam. Discussões não me ocupam a cabeça.
Não passa por mim gritar. Não me ocorre levantar a voz a alguém. Não existe ódio. Não existe opressão pessoal.
Acho que sim, é isto! Estou bem comigo própria.
Gosto de mim, assim.
Não aceito nada que me despreze, que me minimize ou que me rebaixe.
Sou completa. Adicionalmente, aceito aquilo que me faz feliz.
És o meu equilíbrio.
sábado, 23 de agosto de 2014
Verdade?
Estou confusa... Vivi uma mentira. E agora?
O que foi verdade? Queria guardá-la como uma feliz memória.
Talvez haja alguma verdade em toda a mentira. Mas para mim só existe uma página em branco.
Desculpa, não entendo. É-me confuso.
Mas estou bem assim. Estou bem comigo.