Hoje sinto-me feliz. Sinto-me tranquila. Por incrível que pareça dou por mim própria a ignorar os meus pensamentos sem me esforçar. Sinto-me bem. Quero estar bem. Gosto deste meu lado livre.
Que linda que é a vida. Vale tanto a pena. Estou tão grata e feliz por ter nascido num sitio onde tenho todas as possibilidades do mundo!
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Belo
quinta-feira, 24 de abril de 2014
Natureza precisa-se
Estou com uma grande necessidade de natureza. Preciso de respirar fundo. Preciso de sentir a brisa, o movimento das árvores.
Preciso de ti. O teu conforto avassalador. Como és grande e como amas todos os teus pequenos. Tu valorizas. Não olhas a dedo.
Deixa-me ir viver contigo. Preciso de ti...
Tem sido uma necessidade minha ultimamente. Tenho sentido mais vontade do que antes.
Talvez porque não me sinto em casa. Talvez porque não estou bem aqui... A verdade é que não estou mal. Mas faltas tu.
Faltam as ondas do mar e o pôr do sol. Faltam as flores e a relva tão verde... Faltam as noites de desabafos e as manhãs de amor.
Faltas tu. De tanto faltares tu, falto eu. Faltamos nós. Sem mais demora. Preciso de ti. Viver em ti seria o melhor remédio.
Sinto que estou no mundo errado. Não nasci para viver desta maneira. Penso demais para um mundo tão pequeno e limitado.
Só a natureza me dará aquilo que eu preciso.
terça-feira, 22 de abril de 2014
Mais uma vez.
A minha bipolaridade voltou a atacar-me. Desta vez através de um motivo alheio à minha cabeça.
Eu não presto. Sou obcecada por algo que tenho medo de possuir.
Não sou realmente alguma coisa. Sou uma massa pesada, andante por ruas vazias.
Não me satisfaço nem a mim mesma. Não arrisco, penso demais! Tenho os sentidos trocados e o errado para mim está quase certo. O errado tornou-se um hábito e agora ao fazer o certo, parece-me errado.
Quero nadar nua. Viver uma vida toda tua...
SINTO-ME MAL DISPOSTA. Acho que vou vomitar. Gostava de vomitar todos os meus sentimentos. Gostava de vomitar todos os demónios.
Quero lutar contra estes demónios. Só os derrotarei acabando comigo própria... Deixem-me sozinha! Eu própria aturarei e derrobarei todos os meus males. São meus e de mais ninguém.
A verdade é que já nem sempre distingo o real... Não sei sinceramente no que hei de confiar. Quero que tudo acabe. Quero tudo resolvido. Quero desaparecer. Quero fugir. Quero ter nada. Quero ser tudo.
Nadar nua é um bom começo... Sou demasiado degradante para nadar acompanhada.
Pelos vistos já nem tu me suportas. Já realmente não suportavas?
Quero voar por aí. Falta-me a coragem. Falta-me sempre alguma coisa. Por norma faltas-me tu, mas desta vez entendi que não podes vir comigo... Desculpa-me este castigo que é amares alguém como eu. Não aguento mais simplesmente esta angústia.
domingo, 20 de abril de 2014
Só eu não chego.
Hoje é dia de morte certa.
Hoje eu não queria acordar e ontem eu só queria dormir.
Desta vez não sonho acordada. Não faço nada.
Esqueço-me de que quando estamos tristes, a vida não pára.
Ela pode girar. Por mim, eu desliguei.
Hoje não penso mais em nada, não quero chegar a conclusão nenhuma.
Quer queira, quer não, com o tempo vamos percebendo o que importa na realidade.
Eu não importo nunca a tempo inteiro. Sou amante de horas vagas e amiga de ocasião.
Hoje estou cansada. Não me digas nada. Não quero desculpas.
Contigo aprendi muita coisa. Aprendi inclusive a ser ignorada.
Não desvalorizo nada, não troco a nossa história e ainda assim gosto de ti... Mas o meu amor não é suficiente.
Se tudo o que tenho para dar não é suficiente então não vale a pena, porque eu sou o que sou e pelos vistos não chego.
quarta-feira, 16 de abril de 2014
Dor de hoje é a mesma que amanhã
Não me venham falar. Não digam nada porque eu hoje não quero ouvir. Não sei nada. Não me perguntem nada. Não me questionem.
Não me enfrentes. Hoje não é um bom dia.
Talvez amanhã possa falar. Talvez amanhã eu lute contigo.
Hoje não. Hoje não contes com nada.
Hoje esquece que eu existo. Esquece tudo o que se passou.
Respira. Pois hoje não é amanhã, mas o amanhã vai ser o hoje um dia.
Um dia destes dias de hoje.
Dias não são dias. Hoje tu não me assustas. Porque hoje eu não existo e quem não existe, não morre. E quando não se morre, não se tem medo.
E só hoje eu não tenho medo. Por norma trago o medo no bolso, mas hoje e só hoje, ficou guardado na gaveta do amanhã.
Hoje eu vou gritar para que te cales. Hoje nada faz mais barulho que eu. Sou perita em barulho silencioso. Hoje vou calar o teu silêncio pois o meu falará mais alto.
Rebola nas tuas urtigas. Esfola-te como se hoje nada doesse. Hoje nada dói porque amanhã tudo cheira a morfina. Talvez hoje possas esmurrar-te quando já não aguentares o silêncio. Atira-te. A dor é psicologia, rainha do drama. Ela hoje não existe. Pois hoje eu não existo e eu sou dor. Dor que não vê, dor que não deixa respirar.
Hoje eu não sufoco nada. Não fales comigo, eu não vou responder.
Vamos esquecer tudo. O tempo é vago, mas não tanto como a minha cabeça. Esqueço tudo.
Amanhã eu talvez queira o mesmo que hoje. Hoje já é amanhã. O amanhã do ontem de hoje... Não consigo falar. Não digam nada.
terça-feira, 15 de abril de 2014
Deus quer, o homem sonha, a obra nasce.
E é assim, com magia que tudo acontece. Sei que esta magia traz uma mágoa no bolso, mas vou esconde-la por agora...
Foi à muito, muito tempo, num passado muito mais próximo do que parece. Acontece e acontece.
Ambos queremos e os outros não sabem. Aqueles que olham, fingem não ver, invejam tal amor que desconhecem.
Eu entrego-me, mais do que devia, e tu aceitas tudo.
O sorriso brilha mais que este sol e o nevoeiro desaparece.
Como é bom este novo vento na minha face... Foi um sonho nosso. Aconteceu assim. Parece um sonho dormido, na verdade foi bem acordado que te entregaste a mim.
Desligo-me do Mundo. Desligas-te de quem eu quero que não te interesse e por horas, dormimos acordados no acento quente de amor e desejo.
Quero gritar ao Mundo. Amar escondido é doloroso e eu estou cansada de dar justificações... Não me interpretem mal! É belo o que se faz por amor, mas sempre foi o belo que me matou.
Vejo algo romântico em tudo. Vejo pelos mesmos olhos que tudo negro observam...
Tenho a mente conturbada. Despejo mares de raivas num só segundo... Tu acolhes-me. Seguras-me nesse instante, iludido de que nada aconteceu.
Desculpa amor. Ganho assas cada vez que me atiro do penhasco! O problema é que atirar-me torna-se viciante e quanto mais alto me atiro, mais pequenas parecem as assas que eu crio. Um dia cairei no chão. Espero que nesse dia estejas a amparar-me a queda.
sábado, 12 de abril de 2014
Não sei
Gosto de me cultivar. Cultivo-me com tudo o que é diferente.
Fujo da moda, do habitual que me persegue constantemente.
Será que somos manipulados até ao ponto de nos iludirem que temos realmente o poder de mudar tudo, se quisermos?
Quis durante muito tempo uma coisa que nunca voltou... Quis durante toda a vida uma coisa que infelizmente não fará parte do meu destino.
Conformei-me. Não paro de lutar e iludo-me para ter alguma esperança.
Gosto de dançar. Danço na vida. A única coisa má de viver uma vida dançante é que nem sempre sou eu que controlo o ritmo da minha música.
Isto é idiota. Eu sou idiota. Ao menos parece que ando entretida, não tenho tido tempo nem raciocínio para todos os meus pensamentos.
Escrevo agora porque tenho motivação para o fazer, mas na verdade não estou com inspiração.
Estou cansada, desta vez não é da vida. Tenho só sono.
quarta-feira, 9 de abril de 2014
X T C
Tomei um comprimido. Não sei porque o fiz... Provavelmente por desespero, ou até mesmo hábito.
Protejo-me de males bem maiores!
Deitei-me. Quero deitar-me assim para sempre.
As minhas olheiras estão maiores, o meu raciocínio é distante. Acho realmente que as pessoas me tomam com um ar vago!
Dói-me a cabeça, deixei de a sentir. Não a sinto tal como não sinto mais nada. As tuas palavras aquecem-me o coração, mas rapidamente esfria.
Gostava de ser diferente. Como sou assim, mordo a boca. Mordo os lábios e os dedos. Mordo os braços e arranco os cabelos.
Tenho pouca coisa. As vezes acho que sou dona de tudo, outras vezes apercebo-me que não tenho direito a nada.
Dói-me a barriga. Juntou-se a fome à vontade de comer. Como-me. Devoro-me a mim própria. Tanto que nem a fome me sacia.
Quero partir tudo. Partir todos os ossos que tenho no corpo, um por um. Podia ser que assim sentisse alguma coisa...
Gosto de abraços. Tocar nas paredes parece-me tão interessante. Ouvir os sons que as cores transmitem. Sentir o frio nos meus olhos.
Na verdade, isto é das melhores e legais. Já me sinto...
domingo, 6 de abril de 2014
Perfeição
Sou um vazio. Sou uma pergunta. Sou um nada. Sou uma interrogação.
Gostava de destruir tudo. A vida devia ser um lego. Pisa-lo ia doer, mas não tanto como dói o arrependimento agora.
Devia dar para montar tudo de novo.
Eu deveria ter a mesma paciência que tinha.
Nem 20 anos tenho e sinto-me como se a minha vida já estivesse feita e marcada. Na realidade não fiz nada.
Preciso de um café. É domingo e estou acompanhada, mais uma vez, deste vazio.
Gosto de nós. Mas gostas mesmo de mim como eu sou ou como eu me moldei para tu gostares de mim?
Eu sou assim, não reages bem. Sou um bicho complicado.
sexta-feira, 4 de abril de 2014
Azul e cinzento
Mar azul, cinzento ou cor-de-rosa. Trazes-me o rio. Todos os dias viajo nele, mas é raro os dias em que te tomo atenção.
A água é depressiva! Faz-nos pensar, hipnotizados pelo seu movimento. Serás tu um sinal do mundo? Não és apenas para beber. És vida! Em ti nascemos, em ti nadamos e agora contigo pensamos...
Gosto de pensar. Ultimamente não tenho feito muito mais que isso.
Quando penso, evoluiu. Quase como se a minha vida daquelas ondas se tratasse.
Tenho saudades do impacto das ondas pelo meu corpo. Sentir o frio por dentro de mim... Gosto do sol a bater-me na face molhada de tanta filosofia.
Hoje aprendi a pensar melhor. Talvez eu medite acordada, olhando o rio cinzento. Haverá alguém que faça aquilo que eu faço? Que perca horas simplesmente a pensar em absolutamente nada? Digam-me por favor. Eu quero saber se isto é de mim. Sou assim, distraída neste mundo que não é o meu.
Vou algum dia parar com tudo isto? Quando estiver feliz deixarei de pensar? Não quero tornar-me uma idiota!
quinta-feira, 3 de abril de 2014
Baleia azul
Voltei a atacar-me a mim mesma.
Voltei a pensar noutras maneiras de acabar com este sentimento.
A minha cabeça voltou a atacar-me.
Isolo-me porque já não consigo sentir. O que sinto é apenas rejeição, exclusão.
Não é directo pois apesar de o sentir, sei que só existe na minha cabeça. Meti-me num beco sem saída. Falo agora de mim, fria, como alguem que já foi quente.
Não guardo mais a esperança para mim, deposito-a nos outros.
Desvalorizo. Tirar o valor ficou-me comum. Mesmo assim, gostava de mudar.
Estou dividida entre a realidade e a ilusão. Preciso de provas concretas. Quero ver com todo o corpo e não ouvir simplesmente com uma parte de mim.
Iludo-me ao acreditar e acredito para não me iludir. Gostava de ser diferente. Gostava de ser melhor. Sou má pessoa. Dividida e interrompida. A minha genuídade esta presa de porta aberta.
Gaiola falsa onde me deposito, ilusão do meu coração. Grito porque já não choro e choro quando já não consigo gritar. Estes gritos, em silêncio, rasgam a minha pele! E eu deixo e ajudo... Tudo me alivia nestas alturas. Qualquer coisa dói menos do que quando sou agredida brutalmente pela minha própria mente.
Internamento. Não quero aguentar mais isto. Gostava de desistir, mas há tanto ainda por sofrer... Confusão! Mais uma crise de identidade. Sonhos repartidos e apagados. Gostava de ser como tu, baleia azul, enorme e majestosa, voas pelos mares como se a ti te pertencessem.
O amor para mim virou mito. Virou história de cinema, daquelas que não consigo mais ver. Para mim o degredo voltou à minha realidade. Voltei à podre vida que tinha antes de tudo isto. Não devia de ter lá saído. O podre contagiou o reino.
Não me interpretes mal! Ainda sinto amor. Mas dói mais que mil facas em fogo. Estou a arder e não tenho para onde mergulhar. O meu rio está seco e ocupado por alguém a quem não lhe pertence.
Em que devo acreditar?
Duas pessoas que se amam, para sempre esquecidas...
É justo ou destino? Valerá a pena? Daqui a uns anos vou conseguir dormir? Quero acordar e sorrir. Sorrir porque sim. Sem razão ou consequência. Ser feliz só porque sim. Viver só porque vale a pena. E tudo vale a pena quando a alma não é pequena. A minha é do tamanho do mundo!