As coisas são realmente diferentes.
Tanto tempo depois, estou a habituar-me à solidão. Estou conformada. Talvez esteja até realmente desmotivada.
Sinto-me enganada! Não por ti, mas por mim. Por tudo o que achei que ia ter e que na realidade não tive. Por todos os momentos que agora levo solitários.
Pertenço-te, Jah que me encaminhas. Respeito todos os sinais... Será o meu destino ajudar? Marcar a diferença alheia?
Todos nascemos com uma causa! Quero realizar a minha.
Sinto-me filosoficamente cheia. Alguém mais sóbria e calma, às vezes. Ainda existem realmente dias tristes. Depois destes, existem os mais animados. Partilhados.
Gosto realmente de um café a dois e um sorriso depois. Gosto de acordar em conchinha e passar o dia na caminha.
Agora faço-o sozinha. Sonho acompanhada. Um sonho que já não é o meu.
Fomos trocados. O que aconteceu? Tinha tanta certeza que estava destinado. Fiquei aqui, parada no tempo. Acostumei-me.
sábado, 29 de março de 2014
Um costume
sexta-feira, 28 de março de 2014
Imaginação
A imaginação prega-nos partidas!
Sabemos realmente distinguir o real? Quero tomar como realidade aquilo que tenho em mente.
Gosto de imaginar. Corto dores, reparto tristezas. Não se iludam pois nem sempre a imaginação é alegria.
Como todas as drogas, tem as suas ressacas.
A verdade magoa. Na realidade não magoa mais que a imaginação onde vivo. Sei que a imagino. Sei que não é real... Ou não seria real, se eu não quisesse.
Está na minha cabeça, logo é uma realidade. Mesmo que paralela. Vivo nela. Sonho nela. Respiro por ela.
Ela existe o nós, a paz e as brincadeiras.
Passeios de bicicleta ao vento, banhos no mar azul. Romântico é mais que um abuzo, verdadeiro.
Verdade é relativa! A minha verdade é dividida pelo real e pela minha cabeça. Escolho o meu mundo!
Estou cansada de viver no vosso, não quero mais parâmetros de sociedade. Sou livre, o meu corpo é livre e não tenho nem vou ser como tu.
Quero ser artista, correr nua pela rua. Cantar e gritar e sufocar aquilo que não me interessa. Amor, nada é como dantes, vamos dançar.
Gosto de dançar. Sou bailarina de floresta, cantora que não presta.
O meu corpo está no prazo de ser reciclado mas a minha mente já foi fora à muito tempo.
Pormenores? Para que vos quero. Só eu os vejo. Maquilhagem, um kilo a mais ou um kilo a menos. Meio ou maior sorriso.
Gosto de sonhar acordada. Formar histórias que me interessam. Só eu mando! Eu governo aquilo que não pode ser governado, controlo o mais selvagem incontrolado.
O meu corpo, tomo eu posse sempre, algo que foi censurado por terceiros já não é mais controlado.
Sou só eu e os meus devaneios!
sábado, 22 de março de 2014
Jogo
É como um jogo.
Estou a sentir-me bem e tenho medo. Gostava que algumas coisas fossem diferentes. Ou é ou não é! Neste momento está tudo intermédio, tudo bloqueado.
Não sei o que fazer. Estou a viver e a gostar! É confuso. Tanta incerteza por tal coisa que é tão certa.
É tudo tão claro, tu não vês? Por favor, compreende e decide.
Este jogo dá cabo de mim. Sei que não é brincadeira. Sei que não é a fingir. Mas é uma ilusão. Tu sabes disso.
Espero. Compreendo.
Espero que compreendas também.
terça-feira, 18 de março de 2014
Existem dois grupos: os bonitos e os feios.
Sigo esta realidade, mas na verdade, todos sofremos. Uns são sofridos enquanto outros fazem sofrer. Isto não tem necessariamente uma ordem cronológica. Seguindo por este método, todos sofremos. Sofremos porque procuramos aquilo que não existe senão no pensamento: felicidade.
"Façam o favor de ser felizes". Não procurem mais. A felicidade nasce lado a lado connosco e morremos de mãos dadas.
Os bonitos sofrem pelo estatuto social que adquirem e os feios sofrem pela rejeição.
O que acontece quando alguém bonito se junta com alguém feio?
Há música na rua. Será um músico mais livre que um médico? Não temos todos que ser doutores professores!
Toda a vida vou carregar nas costas a busca da liberdade. De uma maneira ou outra estou acondicionada. Já me cansei.
Estou cansada de conselhos e palmadinhas nas costas. Deixem-me sozinha nos meus devaneios.
As pessoas passam. Olham-me e eu questiono se elas lêem aquilo que eu penso, pelo brilho dos meus olhos. Pensam como eu? Mundos isolados? Olham cada pessoa como uma massa individual?
O ser humano é cheio de manhas... Quando olhamos para alguém todo o seu disfarce primário revela apenas aquilo que nós deixamos!
Gostava de ler mentes. Ou ter simplesmente coragem para perguntar. Coragem de ouvir um não. Tenho problemas com a rejeição.
Sou insegura, incerta. Falsidade não é comigo. As vezes gosto de estar sozinha. Estes pensamentos fazem-me descansar a cabeça...
Tento libertar-me dos amigos do armário que usam e abusam de mim. Escondidos, fazem aquilo que querem, quando querem e eu não consigo fazer nada.
Já tentei calar-me. Cheguei à conclusão que só me calo quando escrevo, pois quando escrevo só penso no que escrevo. Descanso pois finalmente só penso numa coisa de cada vez.
Gosto de ordem. Não controlo nem a própria vida, mas quero sempre entender tudo.
Só vejo cabeças. Cada uma é uma vida, uma história perdida que mais ninguém sabe.
O que acontece quando chegam a casa? Estão felizes, ou demasiado cansados? Alguém que vos espere? Ou só resta a solidão...
A imensidão do rio assusta-me. Desconhecido. Tenho medo do desconhecido. Ultimamente desconheço tudo e todos.
Sinto-me mais perdida e confusa do que nunca.
Afinal o que é que eu quero? O que é que me faz feliz? O que é que eu mereço? O que é que me faz bem?
Preciso de mudanças. Preciso de me afastar, pensar! Preciso de carinho.
segunda-feira, 17 de março de 2014
Uma casa para destruir
Quero ir para casa.
Estou na minha cama, mas na verdade não me sinto... Enfim.
Quero viver em Lisboa! Solidão, meu coração, já devias estar habituado. Vivi mais anos só do que acompanhada.
Sinto-me perdida. Escavo um buraco bem fundo, ou é ele que me escava a mim? Pressinto, mas não insisto.
Gostava de mudar tudo, mas não tenho possibilidade de mudar nada.
É tão complicado assim? Estou cansada.
Quero partir as paredes. Arrancar o chão e rasgar as almofadas.
Escondo-me por detrás deste sorriso simpático, ou talvez não tão simpático.
Dói-me a cabeça. Estou saturada, realmente cansada. Tenho pressa, não posso esperar! Quero saber, por favor, alguém me diga o que é que isto vai dar.
Já pensei acabar com tudo isto. Nada me faz sentido... O sofrimento é tanto e tudo acaba assim.
Os anos correm rápido, as pessoas chegam e partem, nós mudamos!
Eu estou diferente. Felizmente, não queria estar igual.
Estou cansada de escrever. Quero partir tudo.
Queimar este sofrimento não seria mau pensado.
Consumida, iludida mais uma vez com toda esta merda de vida.
Não venho com frases feitas, sou uma verdadeira romântica dramática que vai morrer de amor.
No fundo, sempre achei que ficaria sozinha. Na verdade, cada vez me dá mais vontade de explodir com tudo. Abaixo as mariquices.
Estou sozinha, e depois? Fico assim frustrada porque vocês, os comerciais, me ensinaram que devia partilhar a minha vida com alguém. Óptimo trabalho! Aplaudo a todos vocês pelo bom plano de vida que ilude toda a gente.
Bem vindo ao Mundo das traições e alucinações! Bem vindo ao mundo das noitadas à espera de uma mensagem e das manhãs a discutir.
Nas verdade o amor é lindo! Vale realmente destruir tudo por amor. Vale tudo pela merda do amor que toda a gente quer e pensa que tem.
Foda-se esse perfeito amor que não existe. Esqueçam, vocês meus queridos iludidos, só quero a vossa felicidade. Concentrem-se que tudo tem um fim, nem que seja a morte...
Gostava de ter o amor da minha vida comigo.
Gostava de não sentir nada.
Gostava de andar atrás no tempo.
Goatava que a minha alma ficasse seca.
Gostava que a minha vontade morresse.
Gostava de poder ter razão.
Gostava de parar de pensar.
Gostava que tudo fosse como eu queria, porque se tudo fosse como eu queria, todos eramos felizes.
Tu, eu e os outros. Que se lixem os outros. Não são felizes? Parem de me perguntar se estou bem. Parem de se preocupar comigo.
Desculpem, eu preocupo-me com vocês mesmo quando não pergunto. Na verdade espero que saibam que estou sempre presente para vos ouvir.
Na verdade a minha alma é fria para mim. Para vocês há esperança. Tanto amor lá fora.
Tanta felicidade à espera.
Gostava de ser assim, feliz o tempo todo.
Já fui feliz o tempo todo. Já tive tudo.
Agora não tenho nada.
Só quero ir para casa...
sábado, 15 de março de 2014
Metade da laranja
Estou desiludida. Gostava que as coisas funcionassem como eu queria! Mas desde pequena que nem as brincadeiras seguiam os planos que fazia nos meus longos pensamentos pela noite fora...
Mas afinal qual é o suposto? Afinal é suposto? Temos mesmo que encontrar a nossa metade da laranja?
Acredito que cada ser tem o seu complemento... Mas e o meu? Foi roubado ou trocado? Foi ilusão? Desilusão! Não tu, mas eu... Eu não entendi. Estranho era se tivesse feito tudo correcto.
Desculpa, gostava que as coisas funcionassem como eu queria. Como tu querias, certo?
Mas correu mal. Nem tudo. Correu bem o suficiente para haver vontade de mais. Mas e a coragem? Morre-se de medo. Mas esse medo é iludido pelo prazer em alturas espontâneas.
Ilusão, meu coração, tu que foste roubado por outra que te ama. Engana...
É então tudo diferente desde aí. Não há planos, romances ou sonhos a dois. Há copos de vinho, discussões e canhões.
Para mim, tanta coisa ficou por sonhar... Mas o sonho ficou-me a meio. Não tive força de o sonhar até ao fim. De tanto medo de correr mal, fui eu afinal que não fez o bem.
Desisti de pensar nisto. Vejo-me solitária.
Ou era ou não era. Não foi! Fiquei parada no tempo. Não imagino mais nada a não ser um passado diferente, aquele que me daria o futuro sonhado.
Nasci com uma metade de laranja. Fui completa durante um ano e quatro meses, mas realmente acho que mais uma vez a vida me deu o melhor presente e mais uma vez eu nao soube aproveitar.
Existem realmente custos para quem não acredita em si próprio. Por não gostar de mim, não te deixei gostares de mim. Por não gostar de mim, achei que tu não ias gostar de mim.
Descobri que gosto de mim. Descobri que gostas de mim. Descobri tarde demais. Gostar de mim realmente não é o suficiente.
Só eu não chego. Não sou o necessário.
Não me roubaram, realmente. Só se rouba quem se deixa roubar.
De erros meus, fizeste opções tuas. Escrevo sem julgar, na verdade até me ensinaste a amar. Ensinaste tão bem, que só se ama uma vez.
A minha vez já passou, és tu e correu mal, desculpa.
quinta-feira, 13 de março de 2014
Brilho
É como um sonho. Não dá para compreender. Um refúgio, és o meu abrigo. Não sei realmente como pode ser possível.
Gostava que fosse sempre assim. Acreditaria nisto. Gosto de acreditar nisto. Sei que é bem mais complicado, este nosso passeio pelo rio. Gosto de gostar de ti. Quero-nos infinitamente.
Que lindo que é o pôr-do-sol, que lindas são as luzes da noite.
Nada tão lindo como o brilho dos teus olhos. Três cores combinadas, maravilhas fascinadas.
Gosto de nós. Gosto de viagens à lua. Aquela viagem só minha e tua.
terça-feira, 11 de março de 2014
A minha mãe
Quando eu era pequena, tomava como jóias as unhas da minha mãe. Eram grandes e rijas, sempre bem pintadas nas suas mãos de fada.
Quando eu era pequena, tomava como único o gesto gentil quando a minha mãe corria o risco de estragar as unhas só para eu desfazer a vontade que tinha de as roer.
Quando eu era pequena, não sabia realmente a medida de certas coisas. A minha irmã nasceu e a minha mãe as suas belas unhas tinha. Pouco duraram pois foi o meu espanto quando num simples acto as cortou dizendo-me apenas que era para não magoar a bebé...
Quando eu era pequena, não entendia como podia ela abdicar de ânimo leve de algo que eu achava tão belo. Algo que ela perdia tanto tempo com...
Quando eu deixei de ser pequena, essa memória não se foi. Verdade seja dita "quando fores grande vais entender". Assim o foi.
Quando eu deixei de ser pequena, o valor que eu dava às unhas da minha mãe foi desvalorizado. Não por gostar menos, mas por entender que realmente eram só unhas.
Quando eu deixei de ser pequena muitas coisa perderam o valor. Mas foram as coisas que perderam valor ou fui eu que o perdi?
Na verdade acho que ganhei valores perdendo o valor do que eram as unhas da minha mãe.
Lembro-me disto como se fosse ontem. Uma grande tragédia. Para mim, foi uma das maiores provadas de amor. Daquelas que só as mães podem dar...
segunda-feira, 10 de março de 2014
Paredes brancas
Confusa. Estou confusa... Arrumei a minha estante. Agora posso ter os meus livros no sítio! Sinto-me bem a olhar para ela...
Quero as minhas paredes brancas. Pintadas de emoções, conclusões e imaginações.
Preciso de pensar. Preciso de espaço na minha cabeça. Já não sei o que quero... Mais uma vez, já não sei o que faço!
Olha, gostava de voltar atrás, mas não posso... Não posso e isto dói! Magoa toda a mudança... Não era isto que eu queria... Não era isto que eu imaginava!
Só queria as minhas paredes brancas. Só queria tu e eu nas nossas paredes brancas.
domingo, 9 de março de 2014
Gesto
Um gesto. Dois beijos, naquela árvore... Foi tudo uma brincadeira, tão natural e habitual.
Quero-te. Mas faz-me mal ter-te, compreendes? Preciso de ti.
Sinto-me mais do que perdida...
Quero voltar àquela floresta que é a nossa aventura, a nossa história.
Preenches-me, completas-me. Desejo-te.
Desculpa. Podem passar anos mas estarei aqui. E tu estarás aqui, nem que seja em pensamento!
sábado, 8 de março de 2014
Desfragmento
Estou confusa... Sei de mim, gosto de mim!
Eu gostava de ti, mas tu não me queres mais... As pessoas que eramos, felizes, já não existem!
Eu estou assim. E tu? Seguiste a tua vida...
Tentei fazer-me difícil... Tentei que viesses falar comigo e que te esforçasses tal como eu sempre fiz...
Nunca mais me disseste nada! As tuas mentiras ficaram provadas. Fico assim, com elas.
Estou bem, mas não estou maravilhosa...