sexta-feira, 28 de março de 2014

Imaginação

A imaginação prega-nos partidas!
Sabemos realmente distinguir o real? Quero tomar como realidade aquilo que tenho em mente.
Gosto de imaginar. Corto dores, reparto tristezas. Não se iludam pois nem sempre a imaginação é alegria.
Como todas as drogas, tem as suas ressacas.
A verdade magoa. Na realidade não magoa mais que a imaginação onde vivo. Sei que a imagino. Sei que não é real... Ou não seria real, se eu não quisesse.
Está na minha cabeça, logo é uma realidade. Mesmo que paralela. Vivo nela. Sonho nela. Respiro por ela.
Ela existe o nós, a paz e as brincadeiras.
Passeios de bicicleta ao vento, banhos no mar azul. Romântico é mais que um abuzo, verdadeiro.
Verdade é relativa! A minha verdade é dividida pelo real e pela minha cabeça. Escolho o meu mundo!
Estou cansada de viver no vosso, não quero mais parâmetros de sociedade. Sou livre, o meu corpo é livre e não tenho nem vou ser como tu.
Quero ser artista, correr nua pela rua. Cantar e gritar e sufocar aquilo que não me interessa. Amor, nada é como dantes, vamos dançar.
Gosto de dançar. Sou bailarina de floresta, cantora que não presta.
O meu corpo está no prazo de ser reciclado mas a minha mente já foi fora à muito tempo.
Pormenores? Para que vos quero. Só eu os vejo. Maquilhagem, um kilo a mais ou um kilo a menos. Meio ou maior sorriso.
Gosto de sonhar acordada. Formar histórias que me interessam. Só eu mando! Eu governo aquilo que não pode ser governado, controlo o mais selvagem incontrolado.
O meu corpo, tomo eu posse sempre, algo que foi censurado por terceiros já não é mais controlado.
Sou só eu e os meus devaneios!

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