Quero ir para casa.
Estou na minha cama, mas na verdade não me sinto... Enfim.
Quero viver em Lisboa! Solidão, meu coração, já devias estar habituado. Vivi mais anos só do que acompanhada.
Sinto-me perdida. Escavo um buraco bem fundo, ou é ele que me escava a mim? Pressinto, mas não insisto.
Gostava de mudar tudo, mas não tenho possibilidade de mudar nada.
É tão complicado assim? Estou cansada.
Quero partir as paredes. Arrancar o chão e rasgar as almofadas.
Escondo-me por detrás deste sorriso simpático, ou talvez não tão simpático.
Dói-me a cabeça. Estou saturada, realmente cansada. Tenho pressa, não posso esperar! Quero saber, por favor, alguém me diga o que é que isto vai dar.
Já pensei acabar com tudo isto. Nada me faz sentido... O sofrimento é tanto e tudo acaba assim.
Os anos correm rápido, as pessoas chegam e partem, nós mudamos!
Eu estou diferente. Felizmente, não queria estar igual.
Estou cansada de escrever. Quero partir tudo.
Queimar este sofrimento não seria mau pensado.
Consumida, iludida mais uma vez com toda esta merda de vida.
Não venho com frases feitas, sou uma verdadeira romântica dramática que vai morrer de amor.
No fundo, sempre achei que ficaria sozinha. Na verdade, cada vez me dá mais vontade de explodir com tudo. Abaixo as mariquices.
Estou sozinha, e depois? Fico assim frustrada porque vocês, os comerciais, me ensinaram que devia partilhar a minha vida com alguém. Óptimo trabalho! Aplaudo a todos vocês pelo bom plano de vida que ilude toda a gente.
Bem vindo ao Mundo das traições e alucinações! Bem vindo ao mundo das noitadas à espera de uma mensagem e das manhãs a discutir.
Nas verdade o amor é lindo! Vale realmente destruir tudo por amor. Vale tudo pela merda do amor que toda a gente quer e pensa que tem.
Foda-se esse perfeito amor que não existe. Esqueçam, vocês meus queridos iludidos, só quero a vossa felicidade. Concentrem-se que tudo tem um fim, nem que seja a morte...
Gostava de ter o amor da minha vida comigo.
Gostava de não sentir nada.
Gostava de andar atrás no tempo.
Goatava que a minha alma ficasse seca.
Gostava que a minha vontade morresse.
Gostava de poder ter razão.
Gostava de parar de pensar.
Gostava que tudo fosse como eu queria, porque se tudo fosse como eu queria, todos eramos felizes.
Tu, eu e os outros. Que se lixem os outros. Não são felizes? Parem de me perguntar se estou bem. Parem de se preocupar comigo.
Desculpem, eu preocupo-me com vocês mesmo quando não pergunto. Na verdade espero que saibam que estou sempre presente para vos ouvir.
Na verdade a minha alma é fria para mim. Para vocês há esperança. Tanto amor lá fora.
Tanta felicidade à espera.
Gostava de ser assim, feliz o tempo todo.
Já fui feliz o tempo todo. Já tive tudo.
Agora não tenho nada.
Só quero ir para casa...
segunda-feira, 17 de março de 2014
Uma casa para destruir
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