sábado, 15 de março de 2014

Metade da laranja

Estou desiludida. Gostava que as coisas funcionassem como eu queria! Mas desde pequena que nem as brincadeiras seguiam os planos que fazia nos meus longos pensamentos pela noite fora...
Mas afinal qual é o suposto? Afinal é suposto? Temos mesmo que encontrar a nossa metade da laranja?
Acredito que cada ser tem o seu complemento... Mas e o meu? Foi roubado ou trocado? Foi ilusão? Desilusão! Não tu, mas eu... Eu não entendi. Estranho era se tivesse feito tudo correcto.
Desculpa, gostava que as coisas funcionassem como eu queria. Como tu querias, certo?
Mas correu mal. Nem tudo. Correu bem o suficiente para haver vontade de mais. Mas e a coragem? Morre-se de medo. Mas esse medo é iludido pelo prazer em alturas espontâneas.
Ilusão,  meu coração,  tu que foste roubado por outra que te ama. Engana...
É então tudo diferente desde aí. Não há planos, romances ou sonhos a dois. Há copos de vinho, discussões e canhões.
Para mim, tanta coisa ficou por sonhar... Mas o sonho ficou-me a meio. Não tive força de o sonhar até ao fim. De tanto medo de correr mal, fui eu afinal que não fez o bem.
Desisti de pensar nisto. Vejo-me solitária.
Ou era ou não era. Não foi! Fiquei parada no tempo. Não imagino mais nada a não ser um passado diferente, aquele que me daria o futuro sonhado.
Nasci com uma metade de laranja. Fui completa durante um ano e quatro meses, mas realmente acho que mais uma vez a vida me deu o melhor presente e mais uma vez eu nao soube aproveitar.
Existem realmente custos para quem não acredita em si próprio. Por não gostar de mim, não te deixei gostares de mim. Por não gostar de mim, achei que tu não ias gostar de mim.
Descobri que gosto de mim. Descobri que gostas de mim. Descobri tarde demais. Gostar de mim realmente não é o suficiente.
Só eu não chego. Não sou o necessário.
Não me roubaram, realmente. Só se rouba quem se deixa roubar.
De erros meus, fizeste opções tuas. Escrevo sem julgar, na verdade até  me ensinaste a amar. Ensinaste tão bem, que só se ama uma vez.
A minha vez já passou, és tu e correu mal, desculpa.

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