terça-feira, 18 de março de 2014

Até que ponto há a felicidade? Até que ponto é que a confiança não foi inventada pelos fracos?
Existem dois grupos: os bonitos e os feios.
Sigo esta realidade, mas na verdade, todos sofremos. Uns são sofridos enquanto outros fazem sofrer. Isto não tem necessariamente uma ordem cronológica. Seguindo por este método, todos sofremos. Sofremos porque procuramos aquilo que não existe senão no pensamento: felicidade.
"Façam o favor de ser felizes". Não procurem mais. A felicidade nasce lado a lado connosco e morremos de mãos dadas.
Os bonitos sofrem pelo estatuto social que adquirem e os feios sofrem pela rejeição.
O que acontece quando alguém bonito se junta com alguém feio?
Há música na rua. Será um músico mais livre que um médico? Não temos todos que ser doutores professores!
Toda a vida vou carregar nas costas a busca da liberdade. De uma maneira ou outra estou acondicionada. Já me cansei.
Estou cansada de conselhos e palmadinhas nas costas. Deixem-me sozinha nos meus devaneios.
As pessoas passam. Olham-me e eu questiono se elas lêem aquilo que eu penso, pelo brilho dos meus olhos. Pensam como eu? Mundos isolados? Olham cada pessoa como uma massa individual?
O ser humano é cheio de manhas... Quando olhamos para alguém todo o seu disfarce primário revela apenas aquilo que nós deixamos!
Gostava de ler mentes. Ou ter simplesmente coragem para perguntar. Coragem de ouvir um não. Tenho problemas com a rejeição.
Sou insegura, incerta. Falsidade não é comigo. As vezes gosto de estar sozinha. Estes pensamentos fazem-me descansar a cabeça...
Tento libertar-me dos amigos do armário que usam e abusam de mim. Escondidos, fazem aquilo que querem, quando querem e eu não consigo fazer nada.
Já tentei calar-me. Cheguei à conclusão que só me calo quando escrevo, pois quando escrevo só penso no que escrevo. Descanso pois finalmente só penso numa coisa de cada vez.
Gosto de ordem. Não controlo nem a própria vida, mas quero sempre entender tudo.
Só vejo cabeças. Cada uma é uma vida, uma história perdida que mais ninguém sabe.
O que acontece quando chegam a casa? Estão felizes, ou demasiado cansados? Alguém que vos espere? Ou só resta a solidão...
A imensidão do rio assusta-me. Desconhecido. Tenho medo do desconhecido. Ultimamente desconheço tudo e todos.
Sinto-me mais perdida e confusa do que nunca.
Afinal o que é que eu quero? O que é que me faz feliz? O que é que eu mereço? O que é que me faz bem?
Preciso de mudanças. Preciso de me afastar, pensar! Preciso de carinho.

Sem comentários:

Enviar um comentário