Tomei um comprimido. Não sei porque o fiz... Provavelmente por desespero, ou até mesmo hábito.
Protejo-me de males bem maiores!
Deitei-me. Quero deitar-me assim para sempre.
As minhas olheiras estão maiores, o meu raciocínio é distante. Acho realmente que as pessoas me tomam com um ar vago!
Dói-me a cabeça, deixei de a sentir. Não a sinto tal como não sinto mais nada. As tuas palavras aquecem-me o coração, mas rapidamente esfria.
Gostava de ser diferente. Como sou assim, mordo a boca. Mordo os lábios e os dedos. Mordo os braços e arranco os cabelos.
Tenho pouca coisa. As vezes acho que sou dona de tudo, outras vezes apercebo-me que não tenho direito a nada.
Dói-me a barriga. Juntou-se a fome à vontade de comer. Como-me. Devoro-me a mim própria. Tanto que nem a fome me sacia.
Quero partir tudo. Partir todos os ossos que tenho no corpo, um por um. Podia ser que assim sentisse alguma coisa...
Gosto de abraços. Tocar nas paredes parece-me tão interessante. Ouvir os sons que as cores transmitem. Sentir o frio nos meus olhos.
Na verdade, isto é das melhores e legais. Já me sinto...
quarta-feira, 9 de abril de 2014
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