Gosto de escrever.
A escrita apoia-me os pensamentos. Eu não resisto...
Há coisas que me cegam. Rasgam-me o olhar. Furam, trepam... Há coisas que me gritam. Há coisas que me choram...
Aprendi a não me lamentar. Aliás... Sou feliz! Se é que a felicidade existe. Se ela existir, consigo possuí-la...
Mas se ela me quiser possuir a mim? Eu fujo. Grito.
Não gosto de gritar. Não quero tentar conter felicidade. Só quero ser feliz.
Ter não é ser. E eu não tenho nada e quero ser tudo...
Gosto de nadar. O mar não me prende; Apenas me assalta o pensamento sombrio de medo.
Tenho medo, muito. Mas estou em paz.
Vivo no nada. Não quero nada.
Quando o nada se torna tanta coisa... Daquelas coisas que moem. Daquelas coisas que correm e nos levam. Nos atiram de um poço.
Podíamos todos ser buracos. Abismos infinitos de sensibilidade.
Somos ínfimos seres curiosos. Não há nada que se possa deter quando o nosso mal reside em nós.
Enquanto a vida gira como uma louca fantasia, há quem pare para observar enquanto há também quem apague para não se cansar. E no dia que tudo parar, no dia que a chuva chegar, nesse dia...
Chegará a quem precisa... Chegará a quem não se apercebe do que é possível.
Isto não passam de meras opiniões gastas de raras situações.
terça-feira, 16 de setembro de 2014
Quando a chuva chegar.
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