Deixaste-me sozinha, aqui desamparada. E agora? E agora... O que é que eu faço sem ti? Não avisaste, não mostraste nem um sinal. A tua presença voou.
Pergunto-me se alguma vez foste real... Mal de mim que amo uma irrealidade. Não há nada que consiga fazer para mudar. Infelizmente és o único onde há verdadeiro amor.
É doente, demente. Ultrapassa todas as barreiras. E está presente, assusta e derruba as minhas fronteiras.
No outro dia corremos, não foi lado a lado, e eu rezava para que a nossa pele se juntasse de novo. Tive receio do timbre da tua voz a moer-me por dentro.
É um desejo diferente, amargamente é um amor louco que não vai passar até a morte um do outro.
E nestes dias stressados, só penso na nossa cama. Nas nossas noites de inverno, meu coração, és uma ilusão mas eu sonho pelo dia que vou acordar a teu lado e tu me digas "para sempre amor, eu peço perdão".
Mas claro que não bastam sonhos, não bastam palavras, tudo isto são monstros que me abalam... Deixa-me por favor voltar ao tempo em que conversavamos, dormiamos, baloiçavamos.
Para mim foste o primeiro, infelizmente de muitos. Gostava que fosses o último, verdadeiro e a tempo inteiro. Desculpa-me ser tão honesta mas às vezes não aguento esta vontade.
Correm lágrimas ainda de tudo o que aprendemos juntos. E está na minha vida uma estrada cheia de fundos. Não te vou encontrar lá, pois és o meu céu dourado. Fica comigo esta noite. Diz-me que nada está acabado.
quinta-feira, 30 de outubro de 2014
Paraíso dourado
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