E as saudades aumentam. Numa confusão imensa.
Inesperada surpresa de força. Guardo-a bem junto a mim, para me dar luz.
E eu alimento esta dor. Este amor sem nexo.
Queria mais uma vez apagar tudo. Queria ser pó sem memória.
Posso parar o tempo? Bloquear esta memória.
Viver num papel. Ser essa folha onde escreves.
E a verdade? E todas as mentiras? Essa ausência corrói o pior de mim.
As trevas alcançam o amor que os dois iluminamos... Não é possível ser diferente. Porque eu te amo. E mesmo que o teu amor por mim seja uma ilusão, eu vou sonhar que ele existe, que é verdade. E gostava de fechar os olhos. Acordar a teu lado. Gostava que isto fosse só um grande pesadelo.
Se podesse voar, ia pela janela. Tu dormirias, mas eu poderia observar até a tua respiração mais ténue...
O teu cheiro encontra-me por vezes, em corredores que não estou à espera. Lembranças que queria reviver.
Mas foi tudo desvalorizado. Foi tudo deitado no lixo, desde o início. Eu só queria saber toda a verdade. Agora que a sei, só quero apagar tudo e afogar as mágoas num grande buraco negro.
Não me esqueço de tudo o que foi feito comigo e mais umas quantas... Apesar de te amar e não te entender, não me posso esquecer de tudo o que sei. De tudo o que me destrói.
Não me posso esquecer que me arrancaste o coração do peito. Quero-o de volta. Não consigo viver assim.
sábado, 1 de novembro de 2014
Quero-o de volta.
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