domingo, 10 de agosto de 2014

Correr

Sim ou não? Talvez te diga.
Talvez te faça escrever o contrário.
Fixo? Estás feliz? Ou será apenas uma demonstração de felicidade alheia?
Engano. Enganaste-me. Traiste o que me julgaste.
E agora? Porque teria que saber agora?
Esta viagem foi longe demais.
As nossas memórias são quase remotas e do que ainda roda são curtas partes de felicidade. Não vou fechar os olhos.
Agora eu sei voar. Aprendi sem ti pois para se voar tem de se correr sozinho.
Minha alma está só. Só consigo própria.
Agora sim sei que sou nómada. Não sou de ninguém e ninguém me pertence.
Nada me deixa correntes nestas ondas do mar.
Alcanço um nível que não é real e viajo para a dimensão do meu caminho.
Sigo em frente e, mesmo que olhe atrás, não paro. Porque tenho vontade de correr. Correr para sempre.

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