Tem de existir a reencarnação. Quer dizer, não podemos resumir a nossa vida a estes anos...
Seremos toda a vida uma coisa? A mesma coisa?
Quer dizer... Eu não tenho tempo para fazer tudo da vida!
Queria ser jardineira.
Depois queria ser cantora.
Quis ainda ser hippie.
Um dia vim calhar a teatro.
Gostava de ser actriz.
Bailarina!
Queria aprender a tocar saxofone...
Pouco vou fazer. Talvez não faça nada!
E se eu faço alguma coisa que desgrace a minha vida? Nada serei.
A minha vida amorosa eu já desgracei... Vou para tia!
Mas e nós? Foi só isto? Não acredito que possa...
E os outros? Toda a vida serão toxicodependentes? Sem-abrigo? Incapacitados motores? Esquizofrénicos? Sozinhos? Presos? Pobres? Infelizes?
Há pessoas que desde que nascem que não cheiram a palavra SORTE. Com tanta vida, vai ser só essa que possuirão?
Terá um incapacitado de cadeira de rodas sido uma árvore noutra vida? Terei eu sido uma grande bailarina?
Queria dançar agora. Queria ir para o circo já.
Deixar tudo parece tão fácil quando nada nos puxa para ficar...
Mas desistir? Não sei.
Estou a perder o meu tempo?
Estarei a desperdiçar a única vida que tenho?
Vale a pena estarmos assim separados?
Fomos feitos para sentir?
Eu acho que inventados o sentir pois não tinhamos mais nada para pensar... Felizmente quando se trabalha não se sente aquilo que nos assombra quando chegamos a casa.
Felizmente tenho segundos de alegria...
Infelizmente não estás comigo. Pode ser que um dia sejas o meu único pinguim. Nesta ou noutra vida... O que tem de ser tem muita força.
Por agora, ando aqui, assim. Sem saber bem o que fazer.
Respiro, mexo-me, sou o máximo independente que posso ser.
Posso agradecer por esta vida ser boa nestas condições. Não é perfeita... Mas... Tu sabes!
quarta-feira, 21 de maio de 2014
Reencarnação
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