domingo, 4 de maio de 2014

Desta vez não me tapam os olhos

Tendo em esconder-me. Tendo em não querer ver aquilo que me esmurra na cara.
De vez em quando uso uma máscara. Aí vejo, esgravato, escavo e vejo mais fundo.
Encontro sempre aquilo que não quero. Vejo mais uma vez a realidade que eu quero que não exista. Mas ela está lá. Mesmo em frente do meu nariz. O pior cego é realmente aquele que não quer ver...
Eu não queria ver. Mas vi. Vi o óbvio. Este óbvio que é ocultado pela mentira em pureza.
Sentes a minha falta? Quero deixar de sentir a tua. Não quero viver mais neste poço de mentira.
Vou deitar todo o amor fora. Serei alguém insensível.
Quem não sente, não mente.
Tu mentes. Eu apanho. Admite numa só vez tudo isto...
Está a tornar-se demasiado doentio. Já não consigo mais dar nem um paço em frente. Chega. Acabou aqui.
Eu vi. Eu vi tudo.

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