terça-feira, 18 de fevereiro de 2014
Gaiola
É tarde e tudo isto me incomoda... Na realidade, parou de fazer qualquer revolta por já fazer hábito.
Vejo retractos de igual idade a viajar pelo Mundo fora... E cá fico eu, por estar presa mas querer ir embora.
Essa protecção abusada não facilita. Na verdade, protege demais, não prepara e só enterra a cultura!
Quero que saibas que me podes prender agora. Podes mesmo... Ou se calhar sou eu que deixo? Na realidade não há outra opção...
Mas tudo isto é tão real como a realidade que se isto continua assim, se não abres a porta da gaiola sem antes me meteres uma corrente, pois bem te digo que, assim que a porta se abrir pela primeira vez, de surpresa um dia partirei a corrente e nesse dia voarei e não voltarei.
Conforto será o meu que sei que casa é onde o coração está. Sinto o meu adormecido por agora. Não tenho nada, só o meu corpo... E é com ele que eu viajarei um dia, bem preparada e serena para construir algo verdadeiramente meu.
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